Posted by: A Ovelha Perdida | Dezembro 21, 2007

Jesus, o Natal e as crianças

Segundo dados recentes da Polícia Judiciária, metade das denúncias de pedofilia em Portugal são falsas.
Há muitos casos de vingança, em matéria de separações e divórcios litigiosos, em que a mulher acusa falsamente o ex-marido ou ex-companheiro de atentado ao pudor ou pedofilia contra os filhos pequenos. A Justiça não pode ter contemplações nestes casos. Se for verdade deve ter mão pesada contra os pedófilos. Se for mentira deve ter mão pesada contra quem tenta destruir a vida de alguém, com base na insídia, calúnia e falso testemunho.
Assim como o testemunho de uma criança pequena não será muito fiável, no caso de crimes de pedofilia, dado o medo e a vergonha que a condicionam (comportamentos que, de resto, se reproduzem mesmo no caso de violação de mulheres, por exemplo), também é necessária muita atenção para com o testemunho de crianças alvo de manipulação psicológica de um dos progenitores, com vista à estruturação de falso testemunho, na linha de um comportamento doloso que pretende atingir um determinado fim.
Já é suficientemente grave que os adultos se usem das crianças com vista à satisfação dos seus interesses particulares e de grupo (trabalho infantil, abusos, mendicidade), mas utilizá-las para estragar a vida a terceiros é uma atitude abjecta e um crime inqualificável.
Há dois mil anos Deus fez-se carne como uma criança recém-nascida. Desta forma elevou a um patamar de dignidade todos os seres humanos, em especial as crianças, independentemente da sua idade, coisa que as culturas da época nunca fizeram. O Cristianismo acabou com a secundarização do estado infantil entre os judeus, pois só a partir da puberdade o ser humano era de facto valorizado, com os sacrifícios de crianças aos deuses, habituais nos cultos pagãos, assim como com a prática corrente do infanticídio em Roma.
Pessoa dizia que “o melhor de tudo são as crianças”. Qualquer poeta reconhece o forte simbolismo do estado infantil. Esperança, inocência, sonho, paz, alegria, futuro, descoberta, imaginação, sinceridade, fantasia, são apenas algumas palavras que casam com “criança”.
Neste Natal sejamos como crianças. Sejamos capazes de sonhar um mundo melhor e mais digno para todos. Todavia, para os cristãos, tal só será possível através da soberania de Cristo na vida dos homens.

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