Posted by: A Ovelha Perdida | Dezembro 28, 2007

Reflexões de fim de ano

O final de um ano civil e o subsequente início do novo promovem quase sempre alguns tipos de comportamento.
Antes de mais existe uma irresistível tendência para fazer balanços. Grande parte da comunicação social coloca-se na primeira linha, mas os particulares, empresas e instituições dificilmente fogem à regra.
Se os média o fazem mais por uma questão de integrar no contexto histórico acontecimentos que são ainda muito recentes, os colectivos (empresas e instituições) fá-lo-ão para avaliar o deve e o haver, corrigir procedimentos, afinar estratégias e renovar objectivos.
Já os particulares que o fazem demonstram a necessidade de integrar o vivido de modo a que lhes faça um sentido e contribua para a sua reorganização interna, com vista tanto ao equilíbrio da vida presente, como à organização do futuro próximo.
Aqueles que, em idade adulta, fogem a este exercício clássico, talvez tenham dificuldade em encarar determinados eventos de vida recentemente ocorridos, sem dor ou desconforto, ou nunca se tenham habituado a viver senão a vertigem do momento presente, ou ainda não se terão apercebido das suas vantagens.
Como dizia Ortega y Gasset, o homem é inseparável da sua circunstância. Logo, o vivido passa a fazer parte de mim. Daí que, goste ou não, as minhas vivências e experiências pessoais, grupais e relacionais, não se podem isolar da minha personalidade. Todavia, se eu não convivo bem com algumas delas, em vez de varrer o lixo para debaixo do tapete, o melhor é mesmo pedir ajuda qualificada a alguém que possa apoiar-me num processo de visitação e cura dos meus fantasmas.
Se a pessoa é crente em Deus, porém, conta ainda com uma ferramenta fantástica para passar para o outro lado da montanha: a Fé. Quando vivida integralmente, a Fé responde às nossas necessidades interiores, restaura relacionamentos, cura-nos as feridas da vida, rasga-nos novos horizontes e dispõe-nos a acreditar que o melhor ainda está para vir.
De uma forma ou de outra é isso mesmo que desejo aos leitores que me acompanham regularmente neste sítio. Que o próximo ano constitua um tempo pessoal de elevada qualidade, de profícua renovação e de vida mais enriquecedora e plena.
Bom ano.

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