
“Mas o céu era belo
Quando à noite o seu dono o acendia.”
Miguel Torga, Orfeu Rebelde, 1970
O dono do céu criou-o
e deliciou-se com ele
como um pai enternecido
com o seu filho
mas, generoso como é,
emprestou-me um pedacinho
para meu deslumbramento
há muitos anos
e promete que um dia
todo ele há-de ser meu
também.
Palmela, Maio de 2008
© Brissos Lino
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