Arquivo da categoria: Actualidade

Palavras perdidas (1392)

“Nuno Crato e Paula Teixeira da Cruz, que levaram até ao limite o exercício da incompetência técnica e da desfaçatez política, escondem-se atrás do primeiro-ministro que, orgulhoso, confere aval às suas desastradas actuações; o primeiro-ministro e a ministra das Finanças escondem-se atrás do governador do Banco de Portugal, a quem atribuem as decisões, e as respectivas consequências, sobre o desaparecimento do BES. Tudo se passa por detrás de uma espessa cortina de nevoeiro. Vai-se sabendo, como resultado de alguma investigação jornalística, que o Banco de Portugal soube da dimensão da exposição do BES ao Grupo Espírito Santo muitos meses antes de actuar, permitindo que o descalabro se ampliasse. Como se soube que foi permitida, durante dois dias, a venda de acções do BES quando já tinha sido tomada a decisão de mandar o banco para o lixo, facilitando a vida a quem tivesse acesso privilegiado a essa informação. O exercício do poder transformou-se na arte de enganar os cidadãos.”

(Tomás Marques, Ionline)

Para ouvir num domingo chuvoso

Ray Charles, “Come Rain or Come Shine”

Originalmente composta para o musical dos anos 1940 “St. Louis Woman”, foi a versão de Ray Charles que a tornou popular. E, faça chuva ou faça sol, todas as desculpas são boas para ouvir um dos maiores nomes da música. Por falar em grandes nomes, Frank Sinatra também gravou a canção.

Palavras perdidas (1391)

“Não é preciso ser cristão para perceber que o rico não rouba o pobre. Não é preciso ler a Bíblia para entender que os comportamentos humanos obedecem a leis misteriosas cuja escrita podemos atribuir à consciência ou à formação re­ligiosa da consciência. Todos sabemos in­tuitivamente o que está certo e o que está errado. Se eu passar por um mendigo não roubo as esmolas. E não resolvo acusar o mendigo de me ter roubado, ameaçando-o com a polícia. É a palavra dele contra a minha e a minha posição de força valida a má ação. O mendigo, transformado em criminoso, será o primeiro a perder as esmolas. Dir-me-ão: ninguém faz uma coisa dessas. Faz. E aguentamos. Desde que se faça a coisa dentro de respeitáveis instituições políticas e financeiras.”

(Clara Ferreira Alves, Pluma Caprichosa)

Ventos de mudança?

 

A Europa parece finalmente começar a tomar consciência da estratégia falhada (austeridade a todo o custo) que vinha seguindo até agora e já enche a boca com “crescimento” e  “emprego”, coisa que nunca tinha feito antes com tal assertividade, contando até com o apoio da Alemanha. Trata-se de uma inversão de rota de 180 graus. E o que fez o governo de Lisboa por isso? Nada. O mérito pertence acima de tudo à Itália. Passos Coelho acocorou-se mais uma vez, na linha da estratégia cavaquista do bom aluno, que tão bem conhecemos. E lamentamos.

Voltaram a mentir-nos

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O primeiro-ministro e a ministra das Finanças mentiram aos país (mais uma vez), a propósito do BES e agora querem dar o dito por não dito. Afinal sempre vamos ser nós a pagar os prejuízos derivados das malfeitorias do BES/GES, ao contrário do que nos asseguraram quando o problema foi detectado pelo Banco de Portugal. Este governo está podre há muito, mas ultimamente vem dando uma imagem de degradação acentuada na praça pública, em especial nos ministérios da Justiça e da Educação, mas não só. O país começa a aguardar ansiosamente as próximas legislativas.