Arquivo da categoria: Portugal

Palavras perdidas (1392)

“Nuno Crato e Paula Teixeira da Cruz, que levaram até ao limite o exercício da incompetência técnica e da desfaçatez política, escondem-se atrás do primeiro-ministro que, orgulhoso, confere aval às suas desastradas actuações; o primeiro-ministro e a ministra das Finanças escondem-se atrás do governador do Banco de Portugal, a quem atribuem as decisões, e as respectivas consequências, sobre o desaparecimento do BES. Tudo se passa por detrás de uma espessa cortina de nevoeiro. Vai-se sabendo, como resultado de alguma investigação jornalística, que o Banco de Portugal soube da dimensão da exposição do BES ao Grupo Espírito Santo muitos meses antes de actuar, permitindo que o descalabro se ampliasse. Como se soube que foi permitida, durante dois dias, a venda de acções do BES quando já tinha sido tomada a decisão de mandar o banco para o lixo, facilitando a vida a quem tivesse acesso privilegiado a essa informação. O exercício do poder transformou-se na arte de enganar os cidadãos.”

(Tomás Marques, Ionline)

Voltaram a mentir-nos

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O primeiro-ministro e a ministra das Finanças mentiram aos país (mais uma vez), a propósito do BES e agora querem dar o dito por não dito. Afinal sempre vamos ser nós a pagar os prejuízos derivados das malfeitorias do BES/GES, ao contrário do que nos asseguraram quando o problema foi detectado pelo Banco de Portugal. Este governo está podre há muito, mas ultimamente vem dando uma imagem de degradação acentuada na praça pública, em especial nos ministérios da Justiça e da Educação, mas não só. O país começa a aguardar ansiosamente as próximas legislativas.

Palavras perdidas (1387)

“Seja qual for a opção, ela mais do que justificaria que Crato arrumasse os tarecos – e quando se junta a isso o desastre matemático na ordenação dos professores das bolsas de contratação de escola, e as mentiras que o ministro da Educação andou a espalhar pelo Parlamento, só mesmo a narcolepsia de Pedro Passos Coelho pode justificar a permanência de Crato na 5 de Outubro.”

(João Miguel Tavares, Público)

Palavras perdidas (1386)

“Há quinze dias, o ministro Nuno Crato garantia no Parlamento que nenhum professor seria prejudicado pelos erros cometidos na aplicação da fórmula de ordenação dos docentes na Bolsa de Contratação de Escola (BCE) – para suprir necessidades em escolas com contratos de autonomia ou em territórios de intervenção prioritária – mas na sexta-feira mais de 150 docentes descobriram que perderam o lugar nas escolas e ficaram sem trabalho. Crato reitera que o processo de colocações ainda está em curso, mas questionado sobre se algum docente ficará no desemprego, o ministro não deu garantias.”

(Observador)