Esclarecimento (a quem interessar)

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Nunca fui filiado em qualquer partido político, não sou e não conto ser no futuro. Não que tenha alguma coisa contra os partidos. Não concebo a democracia sem eles. Mas venho a dizer há muito, que com estes partidos dificilmente o regime se poderá renovar e sair do pântano em que se encontra. Sempre fui rigorosamente independente dos partidos.

Sou muito crítico deste governo, é certo. Tenho boas razões para isso, enquanto cidadão. Mas não é novidade, já fui crítico de outros governos e governantes e sê-lo-ei no futuro, estou convencido.

Há quem, recorrentemente, venha a esta minha página dar vazão ao seu sectarismo partidário. Como? Tentando colar-me a um partido da oposição, de cada vez que eu exerço o meu direito de cidadania e vigilância democrática ao criticar o governo. Sendo eu independente (desde sempre) entendo essa prática como uma manobra de diversão, por um lado, e por outro como uma atitude maldosa.

Também já houve quem, imbuído de semelhante sectarismo partidário, tenha tentado desvalorizar os meus posts, sugerindo de forma capciosa que eu me estaria a posicionar para uma carreira política… Em vez de discutir a substância das coisas fizeram processos de intenção, que só classificam quem os fez. Estejam descansados que não é a minha praia. Gosto muito do que faço para me ir meter agora na vida política.

Este tipo de atitudes só revela algumas coisas. Primeiro, que a cegueira de muitos militantes e dirigentes partidários não os deixa compreender uma simples crítica política, movida apenas por uma atitude de intervenção cívica e despojada de inconfessáveis interesses partidários.

Em segundo lugar, que a frontalidade não é o forte do português suave, que prefere as coisas assim-assim, nem carne nem peixe.

Terceiro, devo estar a incomodar alguém.

Finalmente, assume aspectos de manipulação, a ver se me calam. Mas podem estar certos de uma coisa, não me vou calar. Era o que mais faltava.

Celebração da arquitectura europeia

Das Portas de Brandenburgo em Berlim, ao Museu Guggenheim de Bilbau, em Espanha, do Arco do Triunfo de Paris ao Palácio dos Doges em Veneza, ou ao Coliseu de Roma, passando pela Ponte de Londres e pela Torre de Belém, em Lisboa – sem excluir obras espectaculares contemporâneas em várias capitais, todas filmadas à noite, com iluminação artificial –, são imagens que nos deslumbram.

Diz o seu autor, Luke Shepard, estudante da American University em Paris; “este vídeo é uma celebração do brilho e da diversidade da arquitectura Europa fora”.

Ele e uma amiga viajaram durante três meses por 36 cidades em 21 países europeus com o objectivo de “capturar algumas das grandes estruturas arquitectónicas europeias de uma forma nova, diferente”.

O vídeo é composto de milhares de fotos transformadas em vídeo, com o objectivo de “inspirar a apreciação por essas obras-primas realizadas pela mão do homem”.

Uma verdadeira maravilha da tecnologia

Colaboração de Jacinto Lourenço.

Palavras perdidas (1406)

“A criação de “vistos gold” foi uma decisão política, teve implementação política e tem controlo político. Estes vistos são um negócio, em que o Estado vende direitos de cidadania no espaço europeu a quem pague pelo menos meio milhão de euros, em que agentes imobiliários vendem casas e outros agentes angariam clientes, em que políticos como Paulo Portas ou dirigentes como Miguel Frasquilho promovem no estrangeiro abundantemente para “atrair investimento” que na prática é compra de casas caras.”

(Pedro Santos Guerreiro, Expresso)

Anúncios “vintage” que hoje seriam inaceitáveis

Evoluem os valores sociais e evolui a publicidade. Os valores sociais que nos regem actualmente tornariam impraticável este tipo de publicidade: com laivos de racismo, sexismo e péssimas práticas de saúde. No entanto, são parte integrante da história da publicidade.  Aqui fica uma lista:

1 – “Mantenha-a no seu lugar”

2 – “Não te preocupes, pelo menos não queimaste a cerveja”

3 – “Porque é que a tua mãe não te lava com sabão Fairy?”

4 – “A inocência é mais sexy do que pensa

5 – Pai Natal Fumador

 
6 – “Cocaína. A dor de dentes desaparece. Cura instantânea”.
 

7 – “Chlorinol. Podemos ficar como o “nigger” branco

 8 – “Mostre-lhe que o mundo é dos homens”
 
9 – “O chefe só não cozinha. Para isso é que servem as esposas.”
 
 10 – “Camel. Os médicos fumam-nos mais que outras marcas.”
 
Fonte: Chiado Magazine.

 

Já não somos homens

prazeres

 

Face ao que está presentemente a acontecer em Portugal, não há dúvida. O aparelho de Estado está podre, a começar pelo executivo, passando pelos altos quadros da administração pública, partidos políticos, reguladores, grandes empresas e por aí abaixo.

A ética na política e na vida pública é uma batata. Os actores políticos não se dão ao respeito. O Estado está cada vez mais capturado por interesses estranhos, em especial de tipo financeiro.  Está podre, podre, podre.

E pensar que uma procuradora ainda há uns tempos dizia numa reunião de jotas que não havia corrupção em Portugal… Foi a maior calinada da História.

Mas o que está podre não é só esta maioria. É todo um sistema construído desde 1974, não por culpa do 25 de Abril, mas de quem não soube ser digno dele. Não se vai lá só trocando de governo, ainda que seja imperativo fazê-lo, porque este é indigno e está a desfazer-se aos poucos. É preciso mais do que isso. Um novo conceito de política e de vida pública, uma nova forma de escrutínio permanente dos cidadãos face ao Estado e à administração pública, uma nova ética pública.

E pensar que tudo isto se deve, na origem, à conhecida tendência humana para o materialismo cego, o individualismo egoísta e o hedonismo. Já não somos homens, mas animais gulosos. É pena.

“Alegrai-vos porque já achei a minha ovelha perdida” (Lc 15:6); “Ovelhas perdidas foram o meu povo, esqueceram-se do lugar do seu repouso” (Jr 50:6).

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