Saltar para o conteúdo

A geopolítica da fome

Maio 20, 2013

Sociólogo lança livro “Destruição em Massa – Geopolítica da Fome”. Foto: Rafael Stedile

 

O sociólogo suíço Jean Ziegler, ex-relator especial para o Direito à Alimentação da Nações Unidas (ONU), denunciou que a fome é um dos principais problemas da humanidade, em um debate na última segunda-feira, em São Paulo.

- O direito à alimentação é o direito fundamental mais brutalmente violado. A fome é o que mais mata no planeta. A cada ano, 70 milhões de pessoas morrem. Destas, 18 milhões morrem de fome. A cada 5 segundos, uma criança no mundo morre de fome – disse Ziegler.

Ler o artigo completo aqui.

É preciso gostar de girafas…

Maio 20, 2013

Dica de Ernesto Esteves.

Fé, poder e fundamentalismo em congresso

Maio 19, 2013

????????????????????????

 

A proferir a conferência “O poder e o fundamentalismo no diálogo inter-religioso”, no Congresso “Diálogo Inter-religioso”, em Miranda do Corvo (Coimbra), no passado sábado, em painel moderado pelo Prof. Sebastião Formosinho (Universidade de Coimbra).

A organização foi da Câmara Municipal de Miranda do Corvo, , do Centro de Estudos Republicanos Amadeu Carvalho Homem, da Fundação ADFP e do jornal “O Mirante”.

Palavras perdidas (1236)

Maio 19, 2013

“No parlamento, questionado por António José Seguro sobre a retroactividade das pensões, Passos Coelho diz-lhe que só responde a essa pergunta se Seguro falar das alternativas à política governamental. E depois o debate continuou normalmente. Normalmente Normalmente o parlamento coloca no mesmo plano um deputado que não tem nenhuma obrigação de responder a qualquer pergunta do Primeiro-ministro, com um Primeiro-ministro que “responde” perante o parlamento como sua obrigação institucional. Está tudo ao contrário, mas é assim que se vive nos dias de hoje.”

(Pacheco Pereira,Abrupto)

Quando as cartilhas se tocam

Maio 17, 2013

videla_art

 

Morreu o antigo ditador argentino Jorge Videla, responsável máximo por um dos regimes mais sangrentos da América Latina do final do século XX.

Segundo a RTP: “O general Videla que, tal como Pinochet, passava por “moderado” até às vésperas do golpe militar, foi em 1985 condenado a prisão perpétua pelos crimes da sua ditadura, que se calcula terem custado a vida a 30.000 pessoas. Em livro publicado no ano passado, Videla admitiu uma parte dessa cifra (entre 7.000 e 8.000 vítimas) e explicou que houve a política de fazer desaparecer os corpos “para evitar reacções de protesto no interior e no exterior do país”.

No domínio das suas justificações, a cartilha anticomunista pela qual o general se conduziu, na esteira do igualmente famoso carniceiro chileno, Augusto Pinochet, não é muito diferente, afinal, da cartilha ultraliberal de Gaspar e Coelho, Lda.

Vejam só que justificação Videla apresentou, em livro publicado no ano passado, e onde admitiu o assassínio selectivo de milhares de opositores, assim como o roubo de crianças a seus pais, tropelias pelas quais veio a ser condenado a prisão perpétua. Segundo Videla, “não havia outra solução”, sendo esse “o preço a pagar para ganhar a guerra contra a subversão”.

É arrepiante concluir que a justificação deste governo para o acto premeditado de empobrecimento do país e de destruição das empresas é exactamente o mesmo: não há alternativa… é o preço a pagar para ganhar a guerra contra o défice!

Com as devidas distâncias, verifica-se que a filosofia justificativa é exactamente a mesma, o que muda são os meios. E se isto não é preocupante…

 

 

Palavras perdidas (1235)

Maio 17, 2013

“Tijolo a tijolo o edifício da dignidade vai ruindo. Tudo aquilo que conseguimos juntar, casa, carro, poupanças, conforto, está a ser penalizado, esbulhado. O número dos destruídos pelo ultraliberalismo suplanta já o dos destruídos pelo fascismo. O fosso entre os integrados no regime e os excluídos dele não pára de crescer. O país fractura-se. Uma “guerra civil” lavra subterraneamente – com outro nome, outras armas, outros afrontamentos, outras retóricas. O prometido na revolução não passava afinal de miragem. Os que escolhemos, pagamos para nos defender, paralisaram e traíram-nos – vivendo (já) bem no mal e mal no bem.”

(Fernando Dacosta, Ionline)

 

Considerações sobre um país chamado Portugal

Maio 17, 2013

Monday, 25 de June de 2012

 

Há um país no qual os partidos de direita pretendem esconder a Constituição, por ter uma carga ideológica muito forte, mas durante quase quarenta anos nunca foram capazes de a rever, de modo a expurgá-la dessa carga espúria.

Há um país onde um governo de direita elabora Orçamentos de Estado, uns atrás dos outros, com normas inconstitucionais, pressionando depois o TC para que as deixe passar. E quando o Tribunal Constitucional veta, o dito governo aproveita para carregar mais austeridade sobre os cidadãos pondo as culpas no TC.

Há um país onde fica bem um político de direita afirmar que as crianças nas escolas devem conhecer o hino e a bandeira nacionais. Mas no mesmo país, quando um político de esquerda sugere que as mesmas crianças tenham contacto com a Constituição da república, aí já fica mal.

Há um país onde é o próprio presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais da AR que vem a público discordar da ideia de divulgar a Constituição aos portugueses.

Há um país onde a Constituição funciona como relíquia, para uns e como embaraço, para outros.

Há um país onde a Constituição – que dizem ser das mais avançadas do mundo! – é quase decorativa, pois ninguém lhe liga.

Há um país que tem uma Constituição em parte obsoleta, porque reflecte o ambiente revolucionário que se vivia durante a Constituinte, e que parece um programa de governo, em vez de se limitar a estabelecer grandes princípios resultantes de consenso geral.

Há um país que devia substituir a sua Constituição, cheia de inúmeros remendos, por ter andado sempre a reboque da realidade política, por um novo texto constitucional, muitíssimo mais curto e não programático, dentro do maior consenso político possível.

Há um país onde falta a coragem política para fazer o essencial e o estrutural, mas onde abundam os esforços oportunistas para gerir o curto prazo, com vista ao acto eleitoral seguinte.

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 306 outros seguidores

%d bloggers like this: