A orelha de Van Gogh (inédito de J. T. Parreira)

 

van gogh orelha (2)

 

 

Passou a ouvir coisas por sua própria conta,

A orelha cortada de Van Gogh, corvos

A crocitar, um silvo de facas no ar,

Raquel chorando os filhos que não teve,

As raízes do trigo em luta contra a morte

Sob a terra,

Onde é noite a luz e fria, ouvia as sombras

A deslizarem lentamente

E como uma concha arrancada ao mar

Escutava o nevoeiro e as ondas esquecidas.

 

25-02-2015

©  J.T.Parreira

Os pombos fizeram cocó no discurso altaneiro do “não somos a Grécia!”…

 

É preciso ter azar para vir Bruxelas dizer o que disse logo no dia a seguir aquele em  que Paulo Portas disse maravilhas da economia portuguesa e das suas perspectivas fantásticas na conferência do The Economist… Cada tiro cada melro.

E o que disse a Comissão Europeia? Que no quadro das análises feitas no contexto do semestre económico, decidiu colocar cinco Estados-membros, entre os quais Portugal, sob “monitorização específica”, por desequilíbrios económicos excessivos, abrindo ainda o procedimento por desequilíbrios macroeconómicos para Portugal e Roménia.

Estão à vista os riscos da propaganda apressada.

Nada como ser anjo

 

Ainda bem que temos anjos em altos cargos da nação.

A Procuradora Geral da República admite que “o Ministério Público terá que reconhecer que podia ter tido um desempenho mais adequado” no polémico caso dos submarinos. Pois. Mas porque não teve, onde estão as consequências para quem não investigou como devia? Isso a senhora procuradora não diz.

Joana Marques Vidal acrescenta também que “há uma rede que utiliza o aparelho de Estado e da administração pública para concretizar actos ilícitos, muitos na área da corrupção”. Pois. E o que faz a PGR? Muito pouco ou nada que se veja.

Mas o melhor desta entrevista dada ao Público e a Renascença é sobre o tema do segredo de justiça. Diz a procuradora que “seria um atrevimento da minha parte garantir que não há nenhuma fuga da parte do Ministério Público. Mas posso garantir que, atualmente, a existir, elas são muito mais limitadas”. Ou seja, a quebra do segredo de justiça é crime, mas agora a nação pode dormir descansada que o crime é pequenino. Isto é quase a mesma coisa que dizer: “não se preocupem, posso garantir que agora há muito menos homicídios do que antigamente”.

Só que não é verdade. Nunca se ouviu e viu tantas evidências do crime de quebra do segredo de justiça como agora, e fica sempre impune. Por outro lado, sabemos que as fugas dificilmente podem ter outra origem que não a investigação. E como esta está sob a sua alçada, na PGR, há que minimizar a coisa, para tentar acalmar a opinião pública. Pois.

Nada como ser anjo nos tempos que correm.

Do insano boicote iraniano aos produtos com origem judaica

 

Em tempos o líder supremo do Irão, ayatola Khomeini, pediu ao mundo muçulmano para boicotar tudo que tivesse origem judaica. Em resposta, Meyer M. Treinkman, um farmacêutico, ofereceu-se para ajudá-lo no boicote, da seguinte forma:

“Qualquer muçulmano que tenha sífilis não deve ser curado pelo teste de Wasserman que foi descoberto pelo judeu Dr. Ehrlich. Muçulmanos que tenham gonorreia, não devem fazer o diagnóstico, porque vão usar o método do judeu Neissner.

Muçulmanos com doença cardíaca não devem utilizar Digitalis, descoberta pelo judeu Ludwig Traube.

Se sofrerem com dores de dentes não devem usar Novocaína, descoberta pelos judeus Widal e Weil, e no caso de dor de cabeça devem evitar Pyramidon e Antypyrin, dos judeus Spiro e Ellege.

Se sofrerem de diabetes, não devem usar insulina, o resultado da pesquisa do judeu Minkowsky.

Muçulmanos com convulsões devem ficar assim, porque foi o judeu Oscar Leibreich, que propôs o uso de hidrato de cloral.

Não se devem tratar de perturbações psíquicas, porque Freud, pai da psicanálise, era judeu.

Se uma criança muçulmana contrair difteria deve abster-se do “Schick” reacção, que foi inventado pelo judeu Bella Schick.

Os muçulmanos devem estar prontos para morrer em grande número e não devem permitir o tratamento da orelha e danos cerebrais, trabalho de judeu ganhador do Prémio Nobel, Robert Baram.

Também devem continuar a morrer ou ficar aleijados em resultado da paralisia infantil, porque o descobridor da vacina é o judeu Jonas Salk.

Os muçulmanos devem recusar usar estreptomicina e continuar a morrer de tuberculose, porque o judeu Zalman Waxman inventou a droga milagrosa contra esta doença mortal.

Os médicos muçulmanos devem descartar todas as descobertas e avanços científicos devidos ao dermatologista Judas Sehn Bento, ao especialista em pulmões Frawnkel, e muitos outros cientistas e especialistas médicos judeus de renome mundial.

Sendo assim, todos os muçulmanos doentes devem permanecer com sífilis, gonorreia, doenças de coração, dores de cabeça, tifo, diabetes, transtornos mentais, convulsões, poliomielite e tuberculose, orgulhosos de obedecer ao boicote islâmico.

E já agora não chamem o médico pelo telemóvel, já que este foi inventado em Israel por um engenheiro judeu.”

Mas que contribuições médicas deram os muçulmanos ao mundo, quando representam 20% da população mundial? Eles receberam os seguintes Prémios Nobel:

Literatura:

1988 – Najib Mahfooz

Paz: 1978 – Mohamed Anwar El-Sadat

1990 – Elias James Corey

1994 – Yasser Arafat:

1999 – Ahmed Zewai

Economia: (Zero)

Física: (Zero)

Medicina:

1960 – Peter Brian Medawar

1998 – Mourad Ferid

TOTAL: 7

A população judia representa 0,02% da população mundial, e conta com os seguintes Prémios Nobel:

Literatura:

1910 – Paul Heyse

1927 – Henri Bergson

1958 – Boris Pasternak

1966 – Shmuel Yosef Agnon

1966 – Nelly Sachs

1976 – Saul Bellow

1978 – Isaac Bashevis Singer

1981 – Elias Canetti

1987 – Joseph Brodsky

1991 – Nadine Gordimer Mundial

Paz:

1911 – Alfred Fried

1911 – Tobias Michael Carel Asser

1968 – René Cassin

1973 – Henry Kissinger

1978 – Menachem Begin

1986 – Elie Wiesel

1994 – Shimon Peres

1994 – Yitzhak Rabin

Física:

1905 – Adolf Von Baeyer

1906 – Henri Moissan

1907 – Albert Abraham Michelson

1908 – Gabriel Lippmann

1910 – Otto Wallach

1915 – Richard Willstaetter

1918 – Fritz Haber

1921 – Albert Einstein

1922 – Niels Bohr

1925 – James Franck

1925 – Gustav Hertz

1943 – Gustav Stern

1943 – George Charles de Hevesy

1944 – Isidor Isaac Rabi

1952 – Felix Bloch

1954 – Max Born

1958 – Igor Tamm1959 – Emilio Segre

1960 – Donald A. Glaser

1961 – Robert Hofstadter

1961 – Melvin Calvin

1962 – Lev Davidovich Landau

1962 – Max Ferdinand Perutz

1965 – Richard Phillips Feynman

1965 – Julian Schwinger

1969 – Murray Gell-Mann

1971 – Dennis Gabor

1972 – William Howard Stein

1973 – Brian David Josephson

1975 – Benjamin Mottleson

1976 – Burton Richter

1977 – Ilya Prigogine

1978 – Arno Penzias Allan

1978 – Peter L Kapitza

1979 – Stephen Weinberg

1979 – Sheldon Glashow

1979 – Herbert Charles Brown

1980 – Paul Berg

1980 – Walter Gilbert

1981 – Roald Hoffmann

1982 – Aaron Klug

1985 – Albert A. Hauptman

1985 – Jerome Karle

1986 – Dudley R. Herschbach

1988 – Robert Huber

1988 – Leon Lederman

1988 – Melvin Schwartz

1988 – Jack Steinberger

1989 – Sidney Altman

1990 – Jerome Friedman

1992 – Rudolph Marcus

1995 – Martin Perl

2000 – Alan J. Heeger

Economia:

1970 – Paul Anthony Samuelson

1971 – Simon Kuznets

1972 – Kenneth Joseph Arrow

1975 – Leonid Kantorovich

1976 – Milton Friedman

1978 – Herbert A. Simon

1980 – Lawrence Robert Klein

1985 – Franco Modigliani

1987 – Robert M. Solow

1990 – Harry Markowitz

1990 – Merton Miller

1992 – Gary Becker

1993 – Robert Fogel

Medicina:

1908 – Elie Metchnikoff

1908 – Paul Erlich

1914 – Robert Barany

1922 – Otto Meyerhof

1930 – Karl Landsteiner

1931 – Otto Warburg

1936 – Otto Loewi

1944 – Joseph Erlanger

1944 – Herbert Spencer Gasser

1945 – Ernst Boris Cadeia

1946 – Hermann Joseph Muller

1950 – Tadeus Reichstein

1952 – Selman Abraham Waksman

1953 – Hans Krebs

1953 – Fritz Albert Lipmann

1958 – Joshua Lederberg

1959 – Arthur Kornberg

1964 – Konrad Bloch

1965 – François Jacob

1965 – Andre Lwoff

1967 – George Wald

1968 – Marshall W. Nirenberg

1969 – Salvador Luria

1970 – Julius Axelrod

1970 – Sir Bernard Katz

1972 – Gerald Maurice Edelman

1975 – Howard Martin Temin1976 – Baruch Blumberg S.

1977 – Roselyn Sussman Yalow

1978 – Daniel Nathans

1980 – Baruj Benacerraf

1984 – Cesar Milstein

1985 – Michael Stuart Brown

1985 – Joseph L. Goldstein

1986 – Stanley Cohen [& Rita Levi-Montalcini]

1988 – Gertrude Elion

1989 – Harold Varmus

1991 – Erwin Neher

1991 – Bert Sakmann

1993 – Richard J. Roberts

1993 – Phillip Sharp

1994 – Alfred Gilman

1995 – Edward B. Lewis

1996 – Lu Rose Iacovino

 TOTAL: 129.

 

P.S. – A lista está desactualizada.

“Alegrai-vos porque já achei a minha ovelha perdida” (Lc 15:6); “Ovelhas perdidas foram o meu povo, esqueceram-se do lugar do seu repouso” (Jr 50:6).

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