Boas como uma dor de dentes

Agencias-de-Rating

 

Os comentadores de direita não têm espaço mental para elogiar as vitórias da política económica e financeira do governo. Por exemplo, a propósito da súbita subida do rating da república e consequente retirada do “lixo”, preferem diluir os méritos, ou dizer que vem tarde e que se a direita estivesse no poder já teria vindo. Isto, apesar de todos os elogios que vêm da Europa.

Como se não bastasse a hipocrisia, encontraram agora um novo mote que é dizer: “Então falavam mal das agências de rating, chamavam-lhes abutres, e agora já são boas?” Confesso que não entendo qual é a questão.

Meus amigos, as agências de rating continuam a ser o que sempre foram: más para todos os países com economias mais frágeis. E não só. Ou já se esqueceram das notações seguríssimas que deram a bancos americanos pouco antes de falirem e precipitarem a crise com que todos levámos pela proa? A única coisa que fazem é apertar o garrote aos países em dificuldades.

A bem dizer isto é tal e qual como a dor de dentes. É péssima, mas quando se vai embora é um alívio. E então? Quando passa a dor devíamos fazer o quê? Chorar?…

Tenham maneiras.

 

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“Alegrai-vos porque já achei a minha ovelha perdida” (Lc 15:6); “Ovelhas perdidas foram o meu povo, esqueceram-se do lugar do seu repouso” (Jr 50:6).

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