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UM GLADIADOR NÃO MORRE ASSIM
(Em homenagem a Puerta, Feher e outros jovens atletas fulminados em campo.)
O jovem gladiador caiu no chão
sozinho
perante a turba animada
entre dois confrontos com o adversário.
Não estava morto
nem ferido
não sangrava
nem gritou de dor
apenas caíu
em silêncio
como uma folha de árvore caduca
no Outono.
De repente todos na arena correram em socorro
amigos e adversários
à uma
perceberam-lhe o coração frágil
e um gladiador não morre assim.
Aquele relvado não tinha cruzes brancas
e um jovem futebolista
não pode morrer assim.
Praia do Vau, Agosto de 2007
Brissos Lino
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