O hálito de Deus

O pássaro grandioso rasga no azul
uma evolução suspensa
só o vento escuta a ambição
rapace

a beleza distante
esmagadora
que cobre o chão
não consegue distrair o olhar
cirúrgico
telescópico
aquilino
treinado em ver o mundo
a partir de cima
apenas o rei Sol se permite
sentar um pouco mais acima

nada como lavar os olhos de águia
na paisagem soberba
rarefeita
e caminhar com as asas
nas alturas
mesmo à beira do hálito
de Deus.

Palmela, Janeiro de 2008

© Brissos Lino

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