Cristo, nossa Páscoa


“Limpai-vos pois do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.”
(Primeira Carta aos Coríntios 5:7)

A Páscoa deveria ser o ponto mais alto do calendário cristão.
Bíblica e teologicamente, é a Páscoa que dá sentido ao Natal. Jesus encarnou, veio a este mundo, para ser o “Cordeiro de Deus” que se havia de entregar voluntariamente em sacrifício por nós, fazendo-se assim o “único Mediador entre Deus e os homens”, como diz a Escritura.
Para os judeus, Cristo seria a actualização da Páscoa judaica, que celebrava a libertação do Egipto, sob a liderança de Moisés, o homem de Deus. O cordeiro jovem que então fora sacrificado por cada família, na terra de Gosen, quando os hebreus estavam prestes a partir, representava este Cordeiro “universal”, que seria agora sacrificado pela família humana de todos os tempos e latitudes.
Sendo assim, a Páscoa cristã representa a libertação da escravidão do pecado, do medo e das trevas, para a liberdade em Cristo Jesus, e o acesso à adoração ao Deus Vivo e à “terra da promessa” que o Ressuscitado nos foi preparar.
Por isso, podemos dizer, como S. Paulo, que Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós. E como ele podemos também acrescentar que é tempo de lançar fora o fermento velho, isto é, “o fermento da maldade e da malícia”, de modo a celebrar a festa da Ressurreição “com os asmos (pão sem fermento) da sinceridade e da verdade” (8).
Mas a história não acaba na manhã da ressurreição. Cristo, além de ressuscitar por nós, também subiu ao céu por nós e voltará por nós, segundo a gloriosa esperança que a Palavra de Deus nos confere.
Dizer que Jesus de Nazaré morreu por causa dos poderosos é relativizar o plano de Deus para a Salvação da humanidade e passar ao lado da verdade fundamental do Evangelho e da revelação bíblica. Ele morreu porque se deu a si mesmo por nós. Da mesma forma, tentar encontrar explicações naturais para o fenómeno da Sua ressurreição é passar ao lado da centralidade do Evangelho.
“Façamos festa” (8) como diz S. Paulo. Celebremos esta Páscoa com gratidão e alegria.

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