A fúria de Neptuno

O mar ruge ao fundo
nas dobras da madrugada
pela invernia persistentemente
tardia
o vento empurra as ondas
barra adentro
numa corrida sem regras
em direcção à meta
morrem exaustas
nos bancos de areia da foz
do rio sereno
nem os pássaros da montanha
que chamam pelo dia
acalmam a fúria
de Neptuno
nem a primeira luz da manhã
que revela a espuma branca
da minha insignificância
neste imenso mundo de Deus.


Arrábida, Abril de 2008

© Brissos Lino

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