Palavras perdidas (1193)

“Os governos não são eleitos para resolver problemas de lana-caprina. O colapso dum grande banco, duma instituição financeira onde se encontrava cerca de um quarto da riqueza nacional, é uma questão que tem de ser tratada diretamente pelos que elegemos para conduzir os destinos da comunidade. Nunca passando a responsabilidade dum problema desta magnitude para outras entidades. Muito menos para o Banco Central.

É evidente que o Banco de Portugal poderia apoiar o governo na resolução dos vários problemas, nomeadamente na questão da reprivatização, mas nunca ser o responsável pelo processo. Mas em que parte do mundo um regulador se transforma num vendedor? Em que parte do estatuto dum banco central consta as funções de mediação de negócios? Alguém é capaz de nomear um negócio que Carlos Costa tenha organizado – compra da casa e do carro não contam? Agora querem que tenha competência e experiência para fazer um negócio de muitos milhões? Por outro lado, pôr um regulador a vender uma entidade que depois vai ter de regular é um disparate sem nome.”

(Pedro Marques Lopes, DN)

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s