Está nas nossas mãos

na areia

 

O que está em causa nestas eleições é a escolha entre dois projectos políticos.

De facto só se conhece um deles, o de António Costa, que trabalhou a sério, com especialistas, mas tem-se a consciência de que no caso de Passos Coelho, não havendo projecto, pelo menos há a experiência governativa, que fala mais alto.

Os restantes partidos jogam apenas na marcação do seu terreno, procurando preservar o eleitorado fiel e alargá-lo. Como praticamente todos eles estão à esquerda da coligação de direita, tendem a malhar no PS com medo do voto útil. É o caso da CDU e do Bloco, em particular, que passaram a campanha a atacar o PS como se ele fosse governo…

Em termos muito objectivos, o que tem Passos Coelho para oferecer? Uma disposição para continuar a massacrar os mais pobres, o seu desporto preferido durante esta legislatura, desculpando-se sempre com o passado.

E o que tem o PS para oferecer? Uma disposição de governar com os pés assentes no chão, mas com o firme propósito de partilhar os sacrifícios de forma equitativa e justa.

Votar na direita é fazer Portugal perder tempo e dinheiro. Se a coligação ganhar por maioria simples, não conseguirá fazer passar o seu orçamento na Assembleia da República, como é óbvio. E lá iremos de novo a eleições.

Se o PS ganhar por maioria simples, tem sempre partidos à esquerda com quem estabeleça acordos de incidência parlamentar.

Por muita propaganda que faça, o governo da Passos e Portas falhou em todos os objectivos. Aumentou exponencialmente a dívida, falhou na redução do défice, viu crescer terrivelmente o desemprego, além do meio milhão de portugueses que se viu obrigado a emigrar durante os últimos quatro anos, feriu de morte a classe média com um aumento brutal de impostos (Gaspar dixit!), promoveu a perseguição e o confisco fiscal (segundo Manuela Ferreira Leite) e recorreu até o insulto gratuito (“piegas”), e ao desprezo, ao sugerir aos jovens que emigrassem.

Que depois de tudo isto o eleitorado lhe desse uma maioria, mesmo simples que fosse, seria o descrédito total do nosso sistema democrático.

Bem sei que a imprensa está ao serviço de grandes interesses económicos, que as empresas de sondagens são o que são (a falhar por todo o lado), que Bruxelas está a interferir abusivamente nas eleições, em apoio do governo, assim como as agências de rating.

Mas é curioso que os investidores já vieram dar recados ao PS (Allianz Global Investors), certamente à espera que daqui saia um governo rosa.

O futuro está nas nossas mãos.

 

Fonte: José Brissos-Lino, O Setubalense, 2/9/15.

 

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