Sobre o “poder a qualquer custo”

Farto-me de rir (para não chorar) com o argumento da direita, que acusa o PS de querer ir para o poder a qualquer custo. Mas não foi exactamente isso que fez o PSD em 2011?

Ainda me lembro que, num primeiro momento, Miguel Relvas reagiu positivamente na televisão ao anúncio do PEC4, e uma hora ou duas depois Passos Coelho veio dar o dito por não dito.

Veio depois a saber-se que Marco António, o vice do PSD (e antiga eminência parda de Luís Filipe Menezes, o campeão do despesismo autarca, que anda a ser investigado pelo MP, ao que parece) terá dito a Passos: “Ou tens eleições no país ou no partido!”… Então isto não é sede do poder?

E por acaso os partidos não têm todos por objectivo ganhar o poder? Não é para isso que se constituem e concorrem a eleições? Ou será para promover concursos de culinária?

Então a direita acha que o PS não pode tentar construir alguma coisa em conjunto com PCP e BE, em 2015, para dar uma alternativa ao país, mas já achou natural que o PSD se juntasse a esses partidos “abjectos” (segundo Cavaco), em 2011, para deitar abaixo um governo eleito democraticamente? Que raio de democracia é esta?

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