Sempre aos papéis

 

A justiça portuguesa anda sempre aos papéis. Como não consegue evitar a constante quebra do segredo de justiça (suspeita-se que só poderá vir do MP), e que se destina a condenar em praça pública os arguidos famosos em fase de investigação, de modo a vender jornais e subir audiências, tenta agora proibir o grupo Correio da Manhã de publicar matéria supostamente do processo Marquês.

A cacha do CM online de hoje é, no mínimo, nojenta, atendendo ao conjunto do título e da foto.  É cada vez mais um jornal de sarjeta, mas parece que o povo gosta é disso.

Com esta medida, a justiça está a fazer de vítima quem infringe a lei (o CM) e a sugerir a culpa do arguido (Sócrates), o qual, até ser condenado e transitado em julgado, é inocente, segundo o estado de Direito.

Antes que me chamem socratista, relembro que não pertenço nem nunca pertenci a grupos políticos, sejam eles quais forem. A minha vida rege-se por princípios. E a presunção de inocência aplica-se a qualquer cidadão, mesmo aos políticos ou aos que não apreciamos.

 

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