Nós teremos sempre Paris

 

Paris nessa noite tinha a luz
distribuída pelas gotas da chuva.
Sartre e Beauvoir não estavam lá. No Café de Flore,
três ou quatro colheres de açúcar
afogavam-se no amargo do café.
Beberam primeiro os meus olhos
como um ritual, os lábios depois, a minha língua
mais tarde escreveria um poema previsível.
Paris era uma luz à beira da noite.

© escrito em Paris, Janeiro de 1994 (depois de ter estado no Le Flore)

Foto de João Tomaz Parreira.
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Um pensamento em “Nós teremos sempre Paris”

  1. Eu recordo porque presente os atentados em Paris, mas na Rue Marbeuf, na altura como só visou os judeus, só eles e poucos mais verteram lágrimas, recordo o atentado conytra no charlye hebdo, na altura muitos disseram e escreveram que os jornalistas do mesmo o haviam provocado, hoje pergunto, os trtanseuntes, os clientes das esplanadas e os que compraram bilhetes e foram a um concerto eram quem???? são pessoas que vivem em liberdade e democracia e isso incomoda e muito.

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