Deve doer muito

As eleições foram a 4 de Outubro, portanto há quase dois meses. Para quem estava tão preocupado com o país, agora parece não ter pressa nenhuma (“qual é a pressa?”).
Os mercados permanecem calmos, os juros da dívida baixos, o BCE continua a sua boa acção, as agências de rating calmas estão, e até o “terrível” Schauble veio achar normal um governo PS apoiado pela esquerda. Só os chatos de Bruxelas continuam a pressionar com a urgência do OE2016, que não há meio de lhes ser enviado, porque ainda não há governo capaz disso.

Curiosamente este mesmo PR não exigiu garantias nenhumas a Passos Coelho, quando o convidou para formar um governo minoritário, como minoritário será o putativo governo de António Costa. Estranho? Nem por isso. Já se vê que o homem quer dramatizar, desejando intimamente que alguma coisa corra mal, para vir depois dizer que tinha avisado… Deve doer muito a este homem sair de Belém deixando Portugal com um governo à esquerda. Até Marcelo considera algumas dessas exigências uma patetice pegada.

Cavaco não consegue despir a pele partidária. É pena. Todos os portugueses merecem ter um presidente que considerem seu. Não é o caso da maioria da população, a considerar os níveis rasteiros de popularidade do Sr. Silva.

 

 

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