Poesia na guerra

 

Durante a guerra escrevia cartas às pessoas
Que estavam vivas, dentro do armário
Iluminadas nas fotografias com sorrisos
Válidos para dois anos, escrevia os postais
Com a natureza morta e as cartas a darem a ideia
De um peito feito às balas, na realidade escrevia
Para esconder o medo.

 

30-11-2015
© João Tomaz Parreira

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