O Menino a quem ninguém fica indiferente

 

O nascimento do Menino-Deus, há 2000 anos, provocou diferentes estados de alma nas pessoas do seu tempo.

Para José foi motivo de surpresa: “Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Que estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo. Então José, seu marido, como era justo, e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente. E, projectando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo” (Mateus 1:18-20).

Para Maria foi motivo de bênção: “E exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre” (Lucas 1:42).

Para Isabel, prima de Maria, foi motivo de alegria: “Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre” (v 44).

Para os pastores foi motivo de louvor a Deus: “E voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes havia sido dito” (Lucas 2:20).

Para o povo foi motivo de admiração: “E todos os que a ouviram se maravilharam (admiraram) do que os pastores lhes diziam” (v 18).

Para o velho Simeão foi motivo de agradecimento a Deus.

Para o rei Herodes foi motivo de perturbação: “E, tendo nascido Jesus em Belém de Judeia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém. Dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo. E o rei Herodes, ouvindo isto, perturbou-se” (Mateus 2:1-3).

Para os reis magos foi motivo de adoração: “E, entrando na casa, acharam o menino com Maria sua mãe e, prostrando-se, o adoraram; e abrindo os seus tesouros, ofertaram-lhe dádivas: ouro, incenso e mirra” (Mateus 2:11).

Ainda hoje a Pessoa de Jesus Cristo não deixa ninguém indiferente e provoca diferentes reacções: surpresa, admiração, perturbação, bênção, alegria, louvor ou adoração. Qual é a nossa reacção face ao Deus que se faz carne e veio habitar entre nós?

Partilho aqui o poema dum amigo, João Tomaz Parreira, intitulado

Para encontrar a criança envolta em panos”:

Deus pôs no céu a mão a guiar uma estrela

No meio de lugar nenhum

Que é o espaço indecifrável da noite

A luz era o único lugar visível, não se via

A mão que a guiava, foi com surpresa

Que a viram estacionar os anos-luz

Sobre um discreto estábulo de Belém.

 

Boas Festas e um Santo Natal.

 

Fonte: José Brissos-Lino, O Setubalense, 23/12/15.

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1 comentário a “O Menino a quem ninguém fica indiferente”

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