Fim de ano

 

“Quando de repente, à hora da meia-noite, se ouvir
passar uma turba invisível ”
Konstandinos Kavafis

Quando de repente, à meia-noite, o silêncio
Da vigésima quarta hora te surpreender, o ruído
Da rua e dos fogos no ar, pensa como foi inútil
O tempo para trás, os planos que falharam, as obras
Que se romperam entre as mãos, as palavras
Perdidas que agora já não cabem, com sentido
Nos ouvidos daqueles que te amam
Debruça-te à janela e, por entre as grades
Da chuva, vê como a cidade se alheou de ti
Deixa que a turba passe. O dia de amanhã
O novo ano é, para todos os efeitos, invisível.

31-12-2015
© João Tomaz Parreira

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