Palavras perdidas (1225)

“A partir do momento em que António Costa e Mário Centeno decidiram negociar e mostraram disponibilidade para introduzir na sua proposta novas fontes de receita para equilibrar o exercício, essas dúvidas dissiparam-se. O Governo cumpriu a sua palavra de empenho para com as regras em vigor na União Europeia e, ao fazê-lo, deixou ao eleitorado moderado que preenche o leque partidário entre o CDS e o próprio PS uma mensagem de zelo e de moderação. Mais difícil ainda, fê-lo conseguindo (ao que parece, pelo menos para já) envolver os seus parceiros informais do Bloco e do PCP na sua estratégia. Teve de ceder? Claro que sim, até porque não há negociações sérias sem inflexão de posições. Mas fê-lo com uma mestria política rara. Deu ao PCP e ao Bloco mais impostos sobre a banca, acabou com essa incompreensível benesse aos fundos imobiliários que não pagavam IMI e manteve firmes as garantias de que a sua política de rendimentos via devolução de salários e pensões ou cortes na sobretaxa de IRS não vai ser alterada.”

Manuel Carvalho, Público.

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