João Soares: o PM apontou-lhe a porta dos fundos

Se João Soares queria mesmo dar duas bofetadas aos críticos devia ter-se demitido do governo e fazê-lo depois. Mas, pelos vistos, tudo não passou duma bravata inconsequente. Ameaçou mas não deu nem faz tenções de dar.

Ameaçar agredir um homem doente e fisicamente debilitado como Augusto M. Seabra, ou um marreta que está sempre mal disposto com o mundo e com todos os seres humanos, como Vasco Pulido Valente é, no mínimo, uma atitude cobarde e inglória.

O primeiro-ministro deu-lhe tempo para pedir desculpas aos visados, como seria de esperar. Como as desculpas de João Soares foram pífias, meio parvas, António Costa teve que fazê-lo ele mesmo, pessoalmente, e puxar as orelhas em público ao ministro. “Uma violenta reprimenda”, como escreveu o DN.

Agora João Soares só tem uma saída digna: apresentar a sua demissão do governo. Se acaso ficar, só revela que se está nas tintas para o governo e a pensar na sua excelsa pessoa.

Mais. É uma vergonha que o PS tenha ficado calado. A secretária-geral adjunta tinha que tornar pública uma censura ao comportamento do seu camarada no governo. Todos nos lembramos dos “corninhos” de Manuel Pinho e de como o então PM Sócrates tratou do assunto. Pois este caso é muito mais grave e o protagonista muito mais ligado ao partido do que Pinho.

De certo modo Costa indicou a Soares a porta dos fundos. Se não seguir por ela é porque é burro ou não consegue ver nada além do seu umbigo. Sim, até porque o país merece um ministro da Cultura a sério.

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