A luz no coração

 

ele tinha na boca uma força invisível
cheia de varandas, alpendres
de onde descia o céu

dizia cão e logo um cão lhe aparecia
e se dissesse alegria
as árvores batiam as palmas

falava uma língua nativa e clara
feita de luz, que talvez até tivesse a substância
dos primeiros poemas
que foram feitos das asas dos pássaros

em contacto com ele tudo era possível
até mesmo a cura das dores
a luz no coração, a abstracção dos desertos

 

Manuel Adriano Rodrigues
07/01/16

 

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