“O poeta é um enviado de Deus”

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José Jorge Letria põe na boca de Bocage palavras, frases e conceitos que o poeta teria afirmado de outras formas.

Na sua “narrativa biográfica” a que chamou “Já Bocage não sou” (Ed. Guerra e Paz, Lisboa, 2016), Letria põe o vate a falar da sua “inebriante sede de absoluto”, leva-o a testemunhar que “quem de si foge nem no Inferno encontra abrigo”, e a confessar que “se alguma dúvida tive em momentos de maior cepticismo quanto à existência de Deus, deixei de a ter agora”, sendo esse “agora” o trânsito final da sua existência humana.

Mas uma das frases mais emblemáticas da narrativa é esta: “O poeta é um enviado de Deus para lembrar às criaturas humana que a fé tem que ser lúcida e crítica, sob pena de se tornar rotina acéfala e enervante beatice”. Eu não diria melhor.

 

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