A mãe antes de apanhar algodão

Mothers Depression USA

 

Olho-te com os olhos mais brancos de ternura

Dormes, filho, e nos teus sonhos o algodão

São as nuvens, os meus olhos

Aquecem-te, pudessem eles ser mais fogo

O calor das minhas mãos é o que guardo

Para ti, assim pudesse eu

Ter sempre nos meus lábios o sorriso

Que a pobreza confunde com silêncio

Quando eu regressar do campo, com estes dedos

Cerzidos pelos fios do algodão, volto

Para te adorar como se fosses Deus

Nas minhas mãos.

 

02-05-2016

© João Tomaz Parreira

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