O misógino e o “filho da mãe”

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“Você precisa conquistar aquilo que o dinheiro não compra. Caso contrário, será um miserável, ainda que seja um milionário.” Augusto Cury

 

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, brincou recentemente com Donald Trump durante o jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca, referindo-se à falta de experiência do magnata na política internacional. “Passou anos a reunir-se com líderes de todo o mundo: Miss Suécia, Miss Argentina, Miss Azerbaijão”, disse Obama, referindo-se ao concurso Miss Universo, organizado por Trump.

Trump é inenarrável, mas não se entende como uma mulher que se preze pode pensar em votar num indivíduo que fez afirmações como as que se seguem, em entrevistas à imprensa ou em acções públicas de campanha:

– “Não interessa os que os media dizem, desde que tenhas ao teu lado uma gaja nova com um belo rabo”;

– “Se a Hillary Clinton não consegue satisfazer o marido, o que é que a faz achar que pode satisfazer a América?”;

– “Eu gosto de crianças, mas quer dizer, eu não faria nada para tratar delas. Eu dou dinheiro e ela que tome conta”;

– “Ao todo são 26 mil casos de assédio sexual não reportados e apenas 258 condenações. O que é que estes génios estavam à espera quando decidiram pôr homens e mulheres a trabalhar juntos?” (sobre a violência sexual entre militares);

– “Tem de haver alguma forma de castigo (para as mulheres que abortam), mas ainda não sei qual”;

– “Olhem bem para aquela cara. Alguém quer votar naquilo? Conseguem imaginar aquela cara como a do vosso Presidente? Ela é mulher e eu não devia dizer estas coisas, mas a sério.” (sobre Carly Fiorina, ex-candidata às presidenciais);

– “Podíamos dizer de forma politicamente correta que as aparências não interessam, mas claro que interessam. Se você não fosse gira certamente que não tinha este emprego” (dirigindo-se a uma jornalista);

– “Ela estava a deitar sangue dos olhos. Aliás, ela estava a deitar sangue de vários sítios, dava para ver que estava descontrolada” (também sobre uma jornalista);

– “A minha parte favorita (do filme ‘Pulp Fiction’) é quando o Samuel L. Jackson saca da arma na cafetaria e ordena ao rapaz para mandar a sua namorada calar a boca”;

– “Mulheres, temos de tratá-las como se fossem merda (sic)”.

Mas a desgraça dos republicanos não fica por aqui. É que o texano Ted Cruz, o segundo nesta corrida, é considerado por correligionários seus como um tipo execrável. É o caso do antigo líder da Câmara dos Representantes, o republicano John Boehner: “Dou-me bem com quase toda a gente, mas nunca trabalhei com um filho da mãe tão miserável em toda a minha vida”.

Com candidatos destes, venha o diabo e escolha.

 

Fonte: José Brissos-Lino, O Setubalense, 6/5/16.

 

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