Eurídice (inédito de J. T. Parreira)

 

 

Ainda que eu ande pelo vale da sombra

Da morte e a mão de Orfeu me largue

Por não se poder ter tudo ao mesmo tempo

Olhar o rosto da amada e a mão firme

Ainda assim

Não temerei porque tenho a música de Orfeu

Nos meus ouvidos, ainda que isto seja

O meu inferno: ouvir eternamente a música

Sem ter perto a respiração de Orfeu

Ser a Musa sem ter perto o seu cantor.

 

30-05-2016

© J.T.Parreira

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