Guterres

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António Guterres será o novo secretário-geral da ONU a partir de 1 de Janeiro de 2017.

Ao contrário do que os políticos têm andado a dizer nos últimos dias, o país nada ganhará com o facto, a não ser prestígio internacional, mas a humanidade ganha e muito.

Guterres impôs-se pelos seus méritos pessoais, em especial pelo desempenho de dez anos no Alto Comissariado para os Refugiados (ACNUR), pelo já longínquo esforço diplomático a favor da independência de Timor-Leste, quando era primeiro-ministro de Portugal e pelas suas competências pessoais e políticas de diálogo e concertação.

Alguns testemunhos:

Federica Mogherini: “um bom amigo, um homem de visão, coração e ação”. Martin Schulz: “será um sensacional secretário-geral das Nações Unidas, um orgulho para a Europa.”

Carlos Moedas: “um dos homens mais impressionantes, é um português extraordinário, é único e é um orgulho. Esta é uma oportunidade única. Pela sua inteligência, pelo que já conhece das Nações Unidas vai certamente conseguir uma fase de afirmação mais forte da ONU”.

Marcelo Rebelo de Sousa: “o melhor de todos nós”.

António Costa: “a pessoa mais bem colocada para exercer funções como secretário-geral das Nações Unidas”.

Todos os partidos parlamentares portugueses manifestaram a sua satisfação, da direita à esquerda: “uma boa notícia, uma notícia que nos deve alegrar”; “é uma boa notícia desde logo para as Nações Unidas, que conseguiram mostrar que são imunes a manobras mais ou menos estranhas”; “um facto histórico para Portugal, é a primeira vez que um português terá este lugar tão relevante”; “um resultado de júbilo”; “é em primeiro lugar uma vitória dele, pelo seu mérito, pelo seu percurso, pelo trabalho que desenvolveu também na preparação desta candidatura e que a todos também impressionou”; “um passo importante”

Mas Bruxelas agiu mal mais uma vez: “(Juncker) perdeu toda a autoridade sobre os seus comissários e tem a hostilidade de Berlim. A operação Georgieva foi lançada pelo seu chefe de gabinete, um alemão com ligação directa à chancelaria alemã. Tentou cavalgar a onda. Envolveu-se demasiado numa operação que não poderia ter apoiado. Bruxelas está em saldo e essa é também uma péssima notícia” (Teresa de Sousa, Público). Kristalina Georgieva haveria de se ficar pelo 8º. lugar.

O Prof. José Tribolet, seu colega de turma no Técnico (onde Guterres terminou o curso com 19 valores) pensa que ele é “inteligente demais para ser primeiro-ministro”. Talvez este ainda seja o maior elogio feito ao homem que rejeitou em tempos ser presidente da Comissão Europeia e, mais tarde, presidente da república portuguesa. É uma afirmação subtil que daria motivo para um amplo debate.

José Brissos-Lino

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