Cristianofobia

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Nestes tempos em que se fala tanto em islamofobia no Ocidente, convém recordar a mortandade verificada contra os cristãos em diversas partes do mundo, em particular perpetrada por extremistas islâmicos.

Ainda recentemente foram assassinadas pelo menos 40 pessoas, devido a um massacre brutal a uma comunidade cristã baptista na Nigéria. Um grupo de homens armados invadiu uma área predominantemente cristã – Godogodo, no estado de Kaduna, Nigéria – na sequência de ataques anteriores realizados contra a mesma aldeia.

Para além dos mortos e feridos neste ataque, foram destruídas igrejas e centenas de pessoas expulsas das suas casas.

Peter Atangi testemunhou o ataque, viu os seus quatro filhos serem mortos por um grupo de extremistas islâmicos Fulani, que perseguem habitualmente os cristãos na Nigéria: “Eles vieram de noite, no sábado 15 de Outubro. Invadiram as nossas casas depois de atacar um posto de controlo militar. Usavam armas sofisticadas, além de catanas, facas e paus. Assim que chegaram começaram a atirar indiscriminadamente e mataram os meus quatro filhos. Enquanto corríamos para salvar a vida atearam fogo às nossas casas.”

Quase todas as casas da aldeia foram queimadas num acto inacreditável de selvajaria e barbárie, mas tanto o governo federal como o estadual parecem permanecer tranquilos e evasivos. A sensação é que esta população foi abandonada e negligenciada. A maioria das aldeias na região foram destruídas e milhares de cristãos expulsos de casa.

Este grupo jihadista, na linha do Boko Haram, que actua mais no nordeste do país, tem vindo a desenvolver uma guerra santa islâmica contra os cristãos no sul do estado de Kaduna.

Nos últimos cinco meses os Fulani expulsaram mais de cinco mil pessoas das suas aldeias e mataram mais de 300 pessoas, na maioria cristãos. Atacam durante a noite, quando as pessoas estão indefesas, usam armas sofisticadas (até químicas), e têm claramente um objetivo: acabar com os cristãos e tomar posse das suas terras.

À medida que tomamos conhecimentos da intolerância religiosa que grassa pelo mundo fora, e em vez de atribuir cinicamente as culpas às religiões, como se elas não pregassem a paz e a compaixão, que nos dediquemos antes a aprofundar o diálogo inter-religioso, a aceitação do outro na sua diferença, mas sempre no respeito pelos direitos da pessoa humana.

Como costumo dizer aos meus alunos, não há guerras religiosas, porque a razão primeira de todas as guerras é sempre a luta pelo poder. Os pretextos para os conflitos é que vão mudando, de acordo com a cultura, a geografia e a história.

 

Fonte: José Brissos-Lino, O Setubalense, 28/10/16.

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