Treblinka

Foto de João Tomaz Parreira.

 

Há nomes de estações que estremecem
À passagem dos comboios, chegam
De todos os lados famílias que acreditam
Nos haveres que trazem nas malas, prometeram
No fim da viagem estadia, trabalho
Aos homens e mulheres, lugar de repouso
Para a infância, salmos
E orações, que nada lhes faltará, um banho quente
Sob chuveiros tranquilos, para trás ficariam
Os pastos verdes cheios de cinzas e o fogo
Ali só o da Menorá. Não
Os enganavam, o fumo dos comboios
Chega para esconder a verdade sobre os campos.

16-11-2016
© João Tomaz Parreira

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