Esperança para 2017

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Apesar de não ter sido um ano de grandes memórias, 2016 deu-nos uma mão cheia de motivos de esperança para o novo ano.

– Portugal venceu o Europeu de Futebol 2016, contra todas as expectativas.

Se um pequeno país consegue levar a melhor sobre as grandes potências do futebol europeu, podemos acreditar nas nossas qualidades, trabalho e determinação para levar de vencida outras batalhas, nas áreas do emprego, finanças públicas e crescimento económico. Apesar dos constrangimentos nacionais e internacionais, a obrigação de todos é trabalhar no sentido de construir um país mais justo, menos desigual e mais rico.

– O governo manteve-se (a geringonça aguentou-se bem) e alcançou alguns resultados muito positivos.

O desemprego baixou, a confiança cresceu, o rendimento das famílias aumentou, o défice foi controlado pela primeira vez em muitos anos e finalmente vamos sair do procedimento de défices excessivos.

Politicamente conseguiu-se fazer a quadratura do círculo, isto é, compatibilizar as exigências europeias com o fim dos cortes nos salários e pensões, do empobrecimento do país e da austeridade sobre os mais frágeis. Provou-se que o empobrecimento intencional do país não era a única via para pôr em ordem as contas públicas e recuperar credibilidade.

– Guterres ganhou a eleição para secretário-geral da ONU, com todo o mérito pessoal e contra o desejo de alguns poderosos do mundo.

É certo que recebe uma ONU desorganizada, descredibilizada e impotente, mas a sua capacidade de diálogo e competências diplomáticas e políticas, assim como a experiência internacional podem surpreender.

Nos últimos tempos até se agravou a situação geral do mundo, com a eleição de Trump, a emergência de Putin, a ditadura de Erdogan, a situação explosiva na Venezuela, o Brexit e as sombras negras dos populismos que pairam sobre a Europa (para não falar de outras latitudes). Por isso Guterres é o homem certo no lugar certo.

– O recorrentemente anunciado diabo não chegou.

Pedro Passos Coelho (PPC) devia aprender com a estória de Pedro e o lobo. De tanto anunciar falsamente a vinda do diabo, um dia pode até vir e ninguém já acredita. Os portugueses já não prestam a PPC atenção há muito, em especial porque acabou por comprar o velho sistema da cassete ao PCP, que por sua vez se desfez dela.

Não temos em Belém uma múmia mas um presidente.

Marcelo entendeu que era necessário puxar pelo país, ser próximo das pessoas (e para isso não precisa de mostrar a família nem de uma “primeira-dama”) e não tem problema em apoiar, patrioticamente e sem reservas, uma solução política de governo que não é a sua.

Bom ano a todos os leitores.

 

 Fonte: José Brissos-Lino, O Setubalense, 6/1/17.

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