
Ecce Homo, Caravaggio.
O Homem de pé, ferido e de vermelho
À vossa frente
O Homem que trouxestes à força
Da vontade dele próprio, o Homem
Como um malfeitor de pé à vossa frente
Usa as mínimas palavras, a sua boca
Não contradiz o coração
Perder-me –ia entre o Alfa
E o Ómega para encontrar o Mal
Que vos fez, o Homem que está de pé
Sem defesas, senão o mais profundo
Amor, à vossa frente.
08-03-2017
© João Tomaz Parreira
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O sofrimento da crucificação de Cristo enterra a nossa dignidade. Sim porque não fomos (nem nunca seremos) digno dele.
O silêncio do Mestre atravessa o poeta e sangra no poema: “o Homem, como um malfeitor de pé à vossa frente usa às mínimas palavras, a sua boca não contradiz o coração”.
Uma releitura magnífica de “como um cordeiro mudo não abriu a sua boca…”