Poema tirado do Evangelho

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inédito

 

Vê-lo transformar a água em vinho, beber

As suas palavras longas como um lírio a brisa

Sem saber que é frágil e o deserto é duro

Queria estar sempre sentado à sua mesa

Comer o pão das suas mãos multiplicadas

Queria estar sentado agora na borda do poço

De  Sicar,  à espera do rosto mais belo

Que esconde surpresas nas sombras do cântaro

Vê-lo entrar no templo e medir o medo

Nos olhos dos que vendem bois e ovelhas

E assentam o perdão no dinheiro

E são indiferentes à brancura das pombas

Gostaria de estar ao seu redor e sentir

O meu coração de novo

Como uma luz dentro de mim.

 

03-05-2017

© João Tomaz Parreira