O orangotango que fala com passarinhos

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O orangotango político bolivariano, que fala com passarinhos, já transformou aquilo que era uma espécie de democracia numa ditadura ridícula mas feroz.

Para mal dos pecados do povo venezuelano, que anda à procura de comida nos latões do lixo e a morrer por falta de medicamentos, nos últimos anos o país acordou de um sonho. Chavèz conseguiu tirar uma faixa da população da miséria para a classe média baixa, montado nos altos preços do petróleo, mas nunca modernizou o país, nem trabalhou para o salvaguardar de males futuros do mercado, fazendo-o sair da mono-economia do crude. Desde que o preço do barril baixou que o país anda aos papéis (como Angola, que sofre de mal idêntico, embora com muito mais potencialidades).

A situação é tão dramática que mesmo antigos apoiantes de Chavèz viraram-se já contra Maduro, esse tremendo erro de casting. Enquanto o orangotango não entender que perdeu o pé e for à vida dele, ou enquanto o exército o apoiar (sabe-se lá em nome de quê!) a situação só pode piorar e degenerar em guerra civil.

É que a Venezuela dificilmente poderá repetir a história cubana, pois não tem nenhuma superpotência que lhe ponha a mão por baixo, ao contrário de Fidel e da URSS dos velhos tempos.

O que é estranho é que um partido político português que se afirma democrático, apoie um dos maiores atentados à democracia e aos direitos humanos, como este chamado romanticamente “regime bolivariano”, que tem como chefe o tal orangotango político que fala com passarinhos, e que manda disparar contra o seu povo, agredir jornalistas, prender os opositores políticos, simular golpes de estado ridículos, e agredir selvaticamente os deputados da nação, eleitos democraticamente em eleições livres.

 

 

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