A política da terra queimada

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Já em 2016 o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares, dizia que 98% dos fogos florestais têm mão humana e desses 75% serão de origem criminosa. E acrescentava ser impossível haver ignições de fogo com uma frente tão vasta como as que então se verificavam nos fogos na zona norte e centro do país e Madeira. Chegou a referir uma “onda terrorista” que provocava os incêndios florestais.

Este ano as coisas agravaram-se ainda mais, não só pelas mais difíceis condições climatéricas (seca extrema em boa parte do país, baixa humidade relativa, ventos fortes com mudanças súbitas de direcção e temperaturas muito altas), mas também, na opinião de alguns observadores, pela aproximação das eleições autárquicas. De facto é estranho ver deflagrar tantos fogos junto de povoações, muitos deles de noite, onde não é possível imputar as ignições a causas naturais.

A verdade é que este ano multiplicaram-se as detenções da PJ a suspeitos de fogo posto, relativamente a anos anteriores. Ou muito me engano ou anda aí quem mande pegar fogo em locais habitados, para criar o caos e tentar ganhar votos na terrinha.

Talvez pensem ser um método mais eficaz do que inventar suicídios e mortos que não existem…

 

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