Arquivo da categoria: Artigos de opinião nos jornais

Confiança ou a falta dela

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O exercício de cargos públicos, sejam eles de carácter electivo ou não, baseia-se sempre num pressuposto de confiança por parte dos cidadãos nos indivíduos que os desempenham a cada momento, uma vez que os representam e exercem um poder que lhe entregam em mãos, por via directa, no caso dos eleitos, ou indirecta, no caso dos nomeados.

Pode-se dizer que a legitimidade funcional de tais responsabilidade de cidadania, na polis, procede dessa coisa a que chamamos confiança. Ou seja, trata-se duma relação fiduciária.

Embora o princípio da confiança no desempenho de determinados cargos não seja exclusivo da coisa pública, uma vez que também no mundo empresarial e associativo se verifica, entre outros âmbitos, mas a verdade é que no caso da vida pública os mandatos se exercem em nome de toda a sociedade de um país e não apenas de um universo limitado de accionistas ou de associados.

Vem isto a propósito dos candidatos que se apresentam às eleições autárquicas e que foram condenados em tribunal, tendo alguns cumprido pena de prisão efectiva. A lei permite-o, mas não devia.

Dir-me-ão que qualquer cidadão condenado e com a sua pena já cumprida nada deve à sociedade, não lhe podendo ser limitados os seus direitos políticos. Permitam-me discordar.

No caso de quaisquer outros condenados é óbvio que não deve pesar sobre os tais qualquer impedimento que lhes permita refazer a sua vida profissional e social. O alvo é e deve ser sempre a reabilitação e recuperação social e humana dos criminosos, mas ninguém põe a trabalhar num banco um antigo assaltante de bancos ou como babysitter alguém que já cumpriu pena por abuso sexual de menores… Uma coisa é procurar criar todas as condições para reinserir socialmente os ex-reclusos, outra é colocar a raposa a tomar conta do galinheiro.

Aliás, alguns sectores profissionais como as forças de segurança – e não só – exigem aos candidatos o certificado de registo criminal limpo, justamente devido ao princípio da confiança. Então, se um ex-criminoso não pode ser polícia, porque razão poderá ser presidente de câmara?

Alguns ex-criminosos estão a tentar um regresso à política através da interpretação perversa da legislação que permite as candidaturas independentes, completamente contra o espírito da lei. Não foi para isto que se criou esta lei.

Só uma sociedade adormecida na sua cidadania está disposta a premiar o crime, por muito competente que o ex-criminoso pareça ser. Todos conhecemos a célebre frase de Paulo Maluf, o famoso político brasileiro que dizia: “Eu roubo mas faço!”…

 

Fonte: José Brissos-Lino, O Setubalense, 18/8/17.

 

Panorama desolador

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A comunicação social portuguesa está entregue aos grandes interesses económicos e em grande parte alinhada com a direita política. Refiro-me aos órgãos de informação nacionais que conseguem cada vez menos manter alguma isenção perante a luta político-partidária e o funcionamento normal da democracia.

Vejamos. Um sindicato não tem a mesma capacidade de pressão sobre um jornal do que uma associação patronal, ou mesmo uma grande empresa. Basta pensarmos nas retaliações que de vez em quando se verificam com os cortes cirúrgicos de publicidade num jornal, rádio ou televisão cuja linha editorial ou uma simples notícia desagradou a uma multinacional ou grupo económico.

Os jornalistas precisam de comer, têm filhos para sustentar, mas são cada vez menos os que se recusam vender ou deixam intimidar pelas pressões vindas de cima. Acresce que hoje temos poucos jornalistas e muitos tarefeiros, pessoas cujo emprego está constantemente em risco pelo seu carácter de precariedade.

Mais. As televisões estão infestadas com comentadores políticos claramente engajados, quase todos de direita, com destaque para os económicos. No caso de alguns deles percebe-se que perderam o tacho em razão da mudança de governo, ou perderam a possibilidade de alcançar o que lhes havia sido prometido pelo antigo poder. Alguns comentadores bem conhecidos foram governantes ou dirigentes partidários de topo, mantêm uma agenda partidária e aspiram voltar à carreira política. Como podem querer aparecer como independentes?

Quando os tais comentadores são os próprios jornalistas, então a coisa assume um carácter de quase prostituição profissional. Como é que um jornalista de profissão pode estar um dia a trabalhar em reportagem, entrevista ou outro formato do seu mister e no dia seguinte assinar uma crónica política – no mesmo órgão em que trabalha (o que ainda é mais grave!) ou noutro – a tomar partido contra ou a favor do governo? Qual é então a sua credibilidade profissional?

Quando temos autênticos comissários políticos a dirigir jornais supostamente independentes, algo vai mal. E já nem falo na manipulação dos títulos, que não é responsabilidade exclusiva do autor da notícia.

O que um leitor precisa fazer, de cada vez que abre um jornal, é tentar entender quem é o dono, antes de “engolir” de forma acrítica a informação veiculada. O mesmo se passa com as rádios e televisões. Parafraseando o velho ditado, diz-me quem te paga, dir-te-ei que tipo de informação me trazes. Claro que há órgãos de informação mais independentes do que outros, mas…

 

Fonte: José Brissos-Lino, O Setubalense, 11/08/17.

 

 

Os alienados

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O grande psiquiatra e professor Barahona Fernandes citava um velho ditado português “de são e de louco todos temos um pouco” ou, noutra versão, “de médico, de sábio e de louco todos temos um pouco”. No fundo, o que este aforismo popular pretende é relativizar o conceito de loucura.

Já no século XV Erasmo dizia ser “próprio da natureza humana que ninguém seja isento de defeitos e de vícios”, acabando por escrever uma obra como “O Elogio da Loucura”.

Em 1881 Machado de Assis dedicou um conto à temática, a que chamou “O Alienista”, em que questiona quem serão afinal os verdadeiros loucos. Trata-se da história dum médico dedicado a investigar a mente humana, e que decide construir na sua cidade um hospício para tratar os doentes mentais. Para ele a saúde da alma era a ocupação mais digna dum médico.

Poucos meses depois de inaugurada a casa dos alienados tinha abundante freguesia, a ponto do pároco local se admirar, pois não fazia ideia da “existência de tantos doidos no mundo”… As coisas tomaram tal proporção que a vereação da cidade começou a questionar se o alienado não seria, afinal, o médico alienista.

O resultado da experiência foi de tal ordem que o médico inverteu a estratégia de modo radical, pensando ter descoberto finalmente a verdadeira patologia cerebral. Ou seja, passando a considerar como loucos os que se presumiam sãos, tornando-se ele próprio, por fim, o único residente do hospício, a fim de se estudar a si mesmo.

Morreu meses depois, sem ter chegado a nenhuma conclusão. Essa, tiraram-na as gentes de Itaguaí: nunca tinha havido por aquelas bandas outro louco senão esse mesmo, o clínico.

*

Com a chegada da denominada silly season os jornais começam a encher-se de disparates em catadupa. Todos os anos é assim. A ideia que vem à cabeça é que anda tudo doido, dos clubes de futebol aos partidos, dos sindicatos aos diplomatas, dos deputados aos governantes. Inventam-se cabalas, insultam-se os adversários, até os do mesmo partido, dispara-se em todas as direcções, emerge a pulsão justicialista, mate-se e esfole-se. Calma, meus amigos, que isso deve ser dos calores exagerados que andam a torrar os miolos ao pessoal.

Passado o Verão esperamos que a chuva regresse, de modo a refrescar a moleirinha ao povo. A não ser que a campanha para as autárquicas aqueça de novo os ânimos e venham aí mais uns disparates. O que não é de descartar, tendo em conta alguns outdoors eleitorais que já se viram por aí, ou aquele vídeo hilariante da campanha de Fernando Seara, candidato a Odivelas.

Haja paciência.

 

José Brissos-Lino

A narrativa de Tancos

 

tancos

 

Só quem for distraído ou estúpido é que engole a versão do assalto aos paióis de Tancos que corre na comunicação social.

Simplesmente não é crível que todo aquele vasto arsenal bélico furtado, algum dele bem pesado, tenha saído do recinto por um buraquinho feito na cerca de arame, a meio quilómetro de distância.

Ninguém ouviu arrombar os portões? Os assaltantes alancaram com toneladas de material de guerra às costas toda aquela distância? E como é que sabiam exactamente onde se dirigir, uma vez que alguns paióis estavam devolutos? E o que explica que o buraco na rede fosse feito tão longe dos pavilhões assaltados? Não podiam ter violado a cerca mais perto?

É mais do que óbvio que alguém que trabalha lá dentro (ou que já lá trabalhou) forneceu informação exacta da localização do material, assim como das pausas nas rondas e da avaria da protecção electrónica.

Duvido mesmo que o furto não tenha sido realizado em viatura pesada de transporte entrada pela porta de armas, com a conivência de alguém. Pelo buraco da vedação é que não foi. Provavelmente quem comandava o posto de sentinela da porta principal era cúmplice ou talvez tivesse recebido autorização superior para deixar entrar e sair aquela viatura sem perguntas, verificação de papéis ou inspecção à saída.

Há quem pense que tudo não passou duma orquestração para abater ao inventário material de guerra que lá não estava. Ou porque nunca esteve, por ter sido pago mas não entregue, ou porque foi sendo desviado aos poucos.  Recorde-se que foram detidos há dias 12 militares e quatro empresários por suspeitas de corrupção passiva e activa para acto ilícito, abuso de poder e falsificação de documentos na área da comercialização de géneros alimentícios nas messes da Força Aérea. Dentre eles um major-general, um coronel, um tenente-coronel e um major.

Mas a ter mesmo havido furto, está na cara que este tipo de material se destina à venda no mercado negro para o estrangeiro.

De qualquer modo estão já em cima da mesa as teorias da conspiração, que sugerem tratar-se duma operação dos serviços secretos destinada a interferir no jogo político. Seja como for, não deixa de ser bizarro que seja um obscuro jornal digital espanhol de direita a publicar a lista do material alegadamente furtado de Tancos. Ou terá sido o “fantasma” Sebastião Pereira?

Tudo isto é muito estranho. A suspeita fica no ar. Ainda bem que a investigação já saiu da exclusividade da Judiciária Militar, que dificilmente resolve alguma coisa, dadas as suas dependências hierárquicas.

E não me venham com o argumento do desinvestimento que os sucessivos governos têm vindo a fazer na área militar. Se eu fosse o responsável pela segurança do perímetro e visse que não tinha as condições mínimas para o efeito, demitia-me na hora.

 

Fonte: José Brissos-Lino, O Setubalense, 7/7/17.

 

Gato espanhol com rabo português

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Em cima da recente catástrofe dos fogos, há dias, o jornal espanhol de direita “El Mundo” publicou algumas peças assinadas por pseudónimo. Numa delas dizia-se que a carreira política de António Costa estaria acabada, devido aos ditos acontecimentos.

A comunicação social portuguesa fez logo eco do tema, pois ninguém por cá tinha dito coisa parecida, e até o moderador da “Quadratura do Círculo” (SIC Notícias) lançou mão da afirmação, tentando atribuir-lhe importância, mas não recebeu resposta consonante dos membros do painel.

Lendo Camilo Lourenço e alguns outros colunistas de direita na imprensa portuguesa, verificou-se que esse era justamente o desejo inconfessado, mas ninguém o afirmou e muito menos de forma categórica, como fez o autor em questão, que se escondeu atrás de nome falso, na publicação espanhola.

A nossa imprensa tentou perceber quem seria o responsável do texto e, depois de muitas hesitações e atrapalhações da direcção do jornal, entendeu-se que seria um português (jornalista?), apresentado como correspondente do “El Mundo”, mas também isto é falso, pois o jornal não tem correspondente em Portugal e recusou-se a identificar o escriba. Crê-se, por isso, que tenha sido um português com agenda política, um verdadeiro gato espanhol com rabo português.

Ou seja, a direita anda tão desesperada com esta governação e com as sondagens conhecidas, que partiu para um golpe baixo, tentando semear no país, a partir de fora, uma situação adversa ao primeiro-ministro.

Há ainda uma outra razão para este acto de desespero. É que Marcelo tem mantido uma postura presidencial de isenção – o que os irrita profundamente – e tem conseguido um elevadíssimo apoio popular, não manobrando como chefe da oposição, coisa que já no passado aconteceu mais do que uma vez com outros inquilinos de Belém. Eis porque os ataques ao presidente da república têm ficado entregues às segundas linhas, como o deputado Hélder Amaral (de forma absolutamente desastrada) ou o economista Vitor Bento.

Há uma coisa que convém a direita entender de vez. Se quer ganhar eleições e governar tem que dizer ao país quais são as suas políticas alternativas, como pretende implementá-las, com que instrumentos e agentes, em vez de se limitar a dizer mal do governo, dia sim, dia sim.

Também convém que não passe a ideia de desgosto de cada vez que o governo obtém uma vitória política, económica ou diplomática. O país não gosta disso e o patriotismo não se pode reduzir a uma coisinha metálica pendurada na lapela do casaco.

 

Fonte: José Brissos-Lino, O Setubalense, 30/6/17.

 

Os deuses devem estar loucos

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Os povos primitivos atribuíam uma conotação transcendental a todas as catástrofes naturais. Se o vulcão explodia, se os campos inundavam e tudo destruíam, se a seca matava as sementeiras e inviabilizava as colheitas, se o raio caía na floresta e provocava um fogo incontrolável, a causa disso só podia ser a ira dos deuses. Havia que apresentar então sacrifícios de sangue, de preferência humanos, para aplacar a ira dessas entidades.

A civilização e o avanço da ciência permitiram compreender melhor como funciona o clima e a Natureza em geral, possibilitando prever e preparar a populações para grande parte dos seus comportamentos violentos.

Em suma, antes pensava-se que o ser humano não conseguia dominar coisa nenhuma no ambiente. Agora julga que pode dominar e controlar tudo. Puro engano. A verdade é que, por muito que a ciência avance, persistem ainda e sempre fenómenos naturais imprevisíveis e incontroláveis.

A catástrofe sucedida na região de Pedrógão Grande, nos últimos dias, é exemplo disso. A Polícia Judiciária esclareceu que as trovoadas secas estão na origem de diversas deflagrações, entre elas a que originou o incêndio que devastou a região. Segundo diversos testemunhos, até cerca das 18H00 o combate ao incêndio, que então se apresentava em duas frentes, decorria com normalidade. De repente desencadearam-se ventos cruzados, violentíssimos, atípicos e completamente inesperados, que descontrolaram o combate ao incêndio e criaram novas frentes.

Segundo o testemunho de um operacional experiente, os referidos fogos são de natureza e comportamento excepcional. Um piloto de combate aos fogos diz: “Assisti a trovoadas secas com relâmpagos brutais a cair na floresta, ventos fortíssimos e sempre a mudar de direcção e um tipo de nebulosidade que nunca tinha visto“, pelo que “o combate aéreo nestas condições é extremamente difícil e perigoso. Completei em Maio 15 anos neste serviço e quando julgava que já tinha visto tudo afinal estava enganado”. Segundo ele os meios da Proteção Civil “foram os adequados e necessários, mas contra a mãe natureza é difícil ganhar”.

Marta Soares, Presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses diz que o combate ao fogo “foi muito dificultado pelos ventos fortes, projecções de quatro a cinco metros e pequenos tornados”, defendendo a estratégia posta em prática.

Já vi e ouvi muita coisa que me desagradou. Vi residentes em zona de floresta que não limpam o mato à volta das suas casas, vi mirones, vi jornalistas a explorar a desgraça e a dor alheias, vi os mais interessados em lançar culpas nos outros do que a socorrer as vítimas, e vi outros que têm solução para tudo mas nunca contribuem para mudar nada.

As redes sociais e os media constituem um terreno propício para a horda de dislates dos que falam do que não sabem. Mas há perguntas que têm de ser respondidas, como a que levou a GNR a enviar dezenas de pessoas para a “estrada da morte”. Alguma coisa falhou.

Uma coisa é certa, apesar de todas as conquistas, o Portugal democrático está a falhar no combate à desertificação do interior.

 

Fonte: José Brissos-Lino, O Setubalense, 23/6/17.

 

 

A dama de pau carunchoso

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Theresa May repetiu o erro do anterior primeiro-ministro conservador – David Cameron – ao forçar uma consulta ao eleitorado motivada por calculismo político. Cameron pariu assim o Brexit sem querer, e May perdeu a força política e parlamentar que dele havia herdado.

May quis apresentar-se como a nova Margaret Teatcher mas falhou em toda a linha. O que resulta desta campanha eleitoral é a fuga aos debates políticos com os adversários, os chavões atirados ao ar mas despojados de sentido e os zigue-zagues constantes nas propostas políticas.

Depois de ter anunciado a marcação de eleições legislativas antecipadas Theresa May anunciou pretender reforçar e fortalecer a maioria para enfrentar as negociações com o “Brexit”. May tinha garantido: “Não se iludam, pode acontecer. O facto duro e difícil é que, se eu perder seis lugares, perderei estas eleições e Jeremy Corbyn vai sentar-se para negociar com os Presidentes, primeiros-ministros e chanceleres da Europa”. O facto é que a “linha vermelha” que resolveu delimitar foi ultrapassada (perdeu o dobro dos lugares no Parlamento e com eles a maioria absoluta que detinha) e não se demitiu, o que é bem demonstrativo do ser carácter.

Dentre as múltiplas atoardas a que Donald Trump nos tem vindo a habituar, uma das mais graves do ponto de vista político e diplomático foi o ataque lançado contra o mayor de Londres, dias depois do último ataque terrorista.

Além de insultar Sadiq Khan, chamando-lhe “patético”, ainda se imiscuiu na política interna dum aliado ao sugerir que os londrinos têm todas as “razões para estar alarmados” com a atitude do autarca. Claro que o faz apenas pelo facto de o mayor ser muçulmano, sendo que a sugestão encapotada é a de que um filho de imigrantes paquistaneses não pode ter lugar numa sociedade ocidental. Mas Khan tinha tido uma atitude exemplar ao condenar os actos terroristas com palavras muito duras. Perante isto o que fez a primeira-ministra britânica? Remeteu-se a um silêncio cobarde.

E o que é que isto tudo tem a ver connosco? Muito. Há muito milhares de emigrantes portugueses a viver em terras de Sua Majestade, que talvez tenham ficado um pouco aliviados com o resultado das eleições, pois um Brexit puro e duro à la May estará fora de causa, em princípio, devido à fragilidade política da (ainda) líder conservadora e do seu governo, entre os novos inquilinos do Palácio de Westminster.

Depois de ter garantido que o acordo entre conservadores e unionistas estava fechado, estes vieram esclarecer que continuam a negociar. Em vez de dama de ferro, como a sua inspiradora política, May tornou-se numa espécie de dama de pau carunchoso, que a qualquer momento se pode desfazer em pó. É uma questão de tempo.

 

Fonte: José Brissos-Lino, O Setubalense, 16/6/17.