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Dois golos fantásticos

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O golo do Sferovic não é menos fantástico do que o do CR7, só menos espectacular. Quem diz que foi um frango do guarda-redes do Chaves, só porque a bola lhe passou debaixo da pernas, não sabe o que diz, ou quer desvalorizar a obra de arte do suíço.

O guarda-redes tem um colega de equipa à frente, num espaço muito exíguo e apenas pode fazer a mancha. Ninguém contava era com um toque em jeito e improvável, pelo sítio mais difícil. A beleza do futebol está nisto, não no lixo que todos os dias as televisões nos trazem.

Assim, não!

 

Não vi o jogo, mas agora que vi e revi o lance, tenham paciência, mas aquela grande penalidade foi inventada por Bas Dost, em desespero de causa. Um erro grosseiro de arbitragem. Ele sente o contacto e projecta-se para o chão com um salto de canguru. Aliás, mesmo que estivesse sozinho na posição em que estava nunca chegaria à bola, que vinha muito alta. Aliás, o jogador vitoriano está de lado e mal lhe toca.

Bruno Paixão em 3 jogos assinalou 6 penaltis a favor do Sporting. Era bom para o futebol português que o SCP voltasse a ser campeão, mas não assim. O Vitória tem mais uma vez motivo para se sentir prejudicado. E Paixão continua a envergonhar a arbitragem.

Quem vence e quem sai derrotado

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É curioso como a imprensa não diz “Vitória de Setúbal vence Benfica”, mas quase sempre “Benfica perde em Setúbal”… Até parece que quem vence (quando não se trata de um dos “grandes”) e faz por isso não tem mérito, mas só ganha por demérito do adversário (quando este é dos “grandes”). Até parece que o meu clube não tem nome… Eu sei que o VFC tem um orçamento de tostões, mas merecia mais respeito por parte dos jornalistas, mesmo que não estivesse em 6º. lugar. Sim, porque se formos a analisar, ambos os títulos são muito diferentes e significam coisas diversas.

As 3 leis (únicas) do futebol

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1-Todas as equipas são iguais mas há umas mais iguais do que outras.

Tradução: Em caso de dúvida a arbitragem favorece sempre os clubes grandes, face aos pequenos.

2-Quando há desafinação na banda a culpa é da viola, das unhas ou do maestro e nunca do tocador.

Tradução: Quando a bola não entra a culpa é sempre dos árbitros, dos adversários, dos apanha-bolas e até dos adeptos.

3-A nossa equipa joga sempre mais e melhor do que o adversário, mesmo que perca.

Tradução: Não se pode desiludir as hostes.

Contraste chocante

Cristiano Ronaldo deu ontem uma lição de vida e desporto a Talisca. Mostrou como se comportar de forma digna quando se marca contra a antiga equipa que fez de si jogador. CR7 marcou um golo fenomenal, quase ao cair do pano – tal como o de Talisca na Luz foi um grande golo – mas não festejou, apesar de estar na sua “casa”, o Bernabéu, ao contrário do brasileiro, que festejou efusivamente, mesmo na Luz.

É de tal forma chocante o contraste entre o comportamento dos dois que nem é preciso dizer mais nada. Mas podíamos falar ainda da mentira de Talisca contra o Benfica, que este já desmontou pela apresentação do contrato. Não sou sou Sporting nem do Real Madrid, mas acho sempre injusto o velho hábito português de atacar Cristiano, quando ele é um exemplo acabado de atleta e de pessoa. Já o Talisca…