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O estado do futebol

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O FCP esteve impecável. O SCP perdeu mas com dignidade. O SLB deu barraca. Mas foi bom, que é para os dirigentes do clube tetracampeão perceberem que os sucessos empresariais levados ao extremo podem hipotecar os sucessos desportivos.

E sem sucessos desportivos também não há sucessos empresariais.

Está visto que esta época começou estribada num equívoco. Não se pode desfazer uma defesa sem alternativas válidas. Mas atenção, a equipa ainda está a tempo de dar a volta.
Esta época quem está mais consistente, regular e a dar cartas é o FCP. Dá gosto ver a equipa jogar. Ao contrário dos jogos fora do campo, que só enojam qualquer pessoa bem formada e em perfeito juízo.

Não sou adepto de nenhum dos grandes (mas tenho simpatia pelo Benfica, o maior clube português e com mais troféus no futebol), e também não sofro de clubite. Sou vitoriano. De Setúbal.

Gosto do jogo nas quatro linhas, do futebol, mas tenho nojo do ambiente que rodeia esse grande desporto de massas.

Tenho nojo do comportamento de boa parte dos dirigentes e seus lacaios, assim como de boa parte da imprensa desportiva, que mais não faz do que atirar gasolina para o fogo.

Será que não poderíamos apenas apreciar o desporto em si e substituir aqueles programas de televisão vergonhosos a que temos direito, nos canais do cabo, por outros com especialistas no jogo, que nos ajudem a entender e apreciar este desporto de equipa?

Não poderíamos também deixar-nos de frustrações, complexos mal resolvidos e de puxar pelos nossos instintos mais primários, como se estivéssemos envolvidos em lutas tribais, como diz o Desmond Morris? Afinal somos campeões europeus.

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Dois golos fantásticos

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O golo do Sferovic não é menos fantástico do que o do CR7, só menos espectacular. Quem diz que foi um frango do guarda-redes do Chaves, só porque a bola lhe passou debaixo da pernas, não sabe o que diz, ou quer desvalorizar a obra de arte do suíço.

O guarda-redes tem um colega de equipa à frente, num espaço muito exíguo e apenas pode fazer a mancha. Ninguém contava era com um toque em jeito e improvável, pelo sítio mais difícil. A beleza do futebol está nisto, não no lixo que todos os dias as televisões nos trazem.

Assim, não!

 

Não vi o jogo, mas agora que vi e revi o lance, tenham paciência, mas aquela grande penalidade foi inventada por Bas Dost, em desespero de causa. Um erro grosseiro de arbitragem. Ele sente o contacto e projecta-se para o chão com um salto de canguru. Aliás, mesmo que estivesse sozinho na posição em que estava nunca chegaria à bola, que vinha muito alta. Aliás, o jogador vitoriano está de lado e mal lhe toca.

Bruno Paixão em 3 jogos assinalou 6 penaltis a favor do Sporting. Era bom para o futebol português que o SCP voltasse a ser campeão, mas não assim. O Vitória tem mais uma vez motivo para se sentir prejudicado. E Paixão continua a envergonhar a arbitragem.

Quem vence e quem sai derrotado

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É curioso como a imprensa não diz “Vitória de Setúbal vence Benfica”, mas quase sempre “Benfica perde em Setúbal”… Até parece que quem vence (quando não se trata de um dos “grandes”) e faz por isso não tem mérito, mas só ganha por demérito do adversário (quando este é dos “grandes”). Até parece que o meu clube não tem nome… Eu sei que o VFC tem um orçamento de tostões, mas merecia mais respeito por parte dos jornalistas, mesmo que não estivesse em 6º. lugar. Sim, porque se formos a analisar, ambos os títulos são muito diferentes e significam coisas diversas.

As 3 leis (únicas) do futebol

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1-Todas as equipas são iguais mas há umas mais iguais do que outras.

Tradução: Em caso de dúvida a arbitragem favorece sempre os clubes grandes, face aos pequenos.

2-Quando há desafinação na banda a culpa é da viola, das unhas ou do maestro e nunca do tocador.

Tradução: Quando a bola não entra a culpa é sempre dos árbitros, dos adversários, dos apanha-bolas e até dos adeptos.

3-A nossa equipa joga sempre mais e melhor do que o adversário, mesmo que perca.

Tradução: Não se pode desiludir as hostes.