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Ó Rangel, se pedires desculpa é melhor…

Bem pode agora Paulo Rangel vir querer justificar-se e distorcer os factos. O que disse é muito grave num jurista e num político destacado do principal partido do governo. Os portugueses não são parvos. Viram e ouviram as palavras e o ênfase com que disse o que disse.

O que disse, nas entrelinhas, é que o ex-primeiro ministro só está a ser investigado porque o PS não está hoje no governo. É um ataque gravíssimo contra a Procuradoria-Geral da República, o Ministério Público e os sociais-democratas sérios e honestos, e só na aparência é um ataque soez ao PS. Como já tinham constituído um insulto ao sistema judicial, as declarações da ministra da Justiça, há tempos, quando declarou que “agora é que a impunidade acabou!”…

Rangel devia ter vergonha na cara e pedir desculpa. Os comentadores do PSD nas televisões (Marques Mendes e Marcelo) bem tentaram branquear o insulto, durante o fim de semana, mas sem sucesso. Ao menos o seu partido e o governo tiveram a hombridade de se demarcar daquelas infelizes declarações.
O artigo de hoje no Público, onde Rangel tenta distorcer o que disse, é um sinal decepcionante do que parecia ser um político promissor na sua área ideológica.

Palavras perdidas (1189)

«A ministra do CDS vai propor que os Estados possam comprar leite e evitar a falência dos produtores… Uma medida socialista proposta pelo CDS. Afinal, porque é que num mercado livre o CDS não propõe a falência dos produtores de leite?»

Mário Estevam (facebook)

Talvez porque o populismo constitua um dos traços mais marcantes e irrevogáveis do CDS/PP de Paulo Portas, obrigando o partido a meter o liberalismo na gaveta ao primeiro indício de benefício eleitoral. Não custa aliás perceber por que é que os verdadeiros liberais se sentem defraudados com esta gente.

(Ladrões de bicicletas)

Palavras perdidas (1187)

“Quando à descida do desemprego, Mário Centeno lamenta que ‘para a Coligação 650 mil desempregados’ sejam ‘um sucesso, a que se juntam os 250 mil desencorajados (os que desistiram de procurar emprego) e mais de 350 mil emigrantes. Todos sem espaço no mercado de trabalho em Portugal. Se a estes juntarmos os mais de 160 mil estagiários e os 20% que recebem salário mínimo, ficamos com uma ideia clara do legado destes 4 anos de governo: desigualdade, desemprego, emigração”.

(DN)