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PS-Madeira brincou à política

A caldeirada com que o PS se apresentou às eleições de ontem na Madeira, aliada a uma liderança vulgar, imberbe e sem carisma só podia dar nisto. Ainda que o PSD-Madeira tenha ganho a maioria absoluta por escassos 5 votos, e mais de metade dos eleitores não se tenha dado ao trabalho de ir votar.

 

Paulo Núncio: deixe-se de brincadeiras

 

Cronologia da crise da lista VIP ou as vantagens de se mostrar distraído

Proponho-lhe a revisitação à versão oficial sobre a lista VIP e tentar perceber se é verosímil.

O texto é longo, mas dá para perceber que o secretário de Estado Paulo Núncio (SEAF) estevepelo menos um mês sem curiosidade de pedir mais informação à Administração Tributária (AT), ou de confrontar o seu director-geral com as saraivadas de notícias e comentários sobre a lista VIP. E que o director-geral esteve igual período sem achar que o assunto era suficientemente importante para informar a tutela do que se passara na realidade.

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Cofres cheios e dívida até ao pescoço

 

A pergunta que se impõe, por estes dias, é se os portugueses elegeram um governo com o objectivo primeiro de “encher os cofres” do país, ou se a preocupação dos eleitores não seria antes ter um governo que cuidasse da sua qualidade de vida.

A segunda questão a colocar é se a promessa eleitoral do então candidato a primeiro-ministro foi a de “encher os cofres” do país, ou se, pelo contrário, terão sido outras, bem diferentes.

Uma coisa é certa: é impossível não estabelecer um paralelo entre estas declarações e a propaganda do regime salazarista, que tinha os cofres apinhados de barras de ouro e o povo a viver na miséria.

Tratou-se dum expressão infeliz da ministra das Finanças, como diz Marcelo Rebelo de Sousa? Talvez. Mas o facto de Passos Coelho ter vindo reforçar a nota só o desqualifica ainda mais a ele próprio e ao seu governo.

O problema é que a comparação é fatal para Passos Coelho, uma vez que Salazar não estava enterrado em dívidas, e este governo aumentou a dívida do país exponencialmente desde que tomou posse. Ou seja, temos dinheiro mas não é nosso e estamos envididados até ao pescoço. Grande coisa.

 

 

O Júlio é enorme

Não vejo o programa, e só a curiosidade me levou a olhar para o desempenho de Júlio Isidro, na sua repentina chamada a salvar o programa da manhã da RTP. Enorme profissional resolveu de improviso a situação, como só quem tem a sua tarimba e experiência consegue. Não vou felicitar o Júlio pelo desempenho (não precisa e muitos já o fizeram), apenas gostaria de felicitar quem se lembrou de o ir buscar. O contraste com os trastes (salvo raras excepções) que normalmente apresentam programas do género é imenso.

 

 

A bronca da “lista VIP” está a estalar

O Director-Geral da Autoridade Tributária e Aduaneira pediu a demissão horas depois de a Inspecção-Geral das Finanças ter aberto um inquérito para apurar da hipotética existência duma lista de contribuintes VIP. Demissão que foi aceite de imediato. Não pode ser coincidência, pois o homem só assumiu o cargo há cerca de oito meses e não deu explicações para a sua “fuga” súbita.

A tal lista deve existir mesmo, apesar dos desmentidos do perseguidor-geral dos contribuintes, Paulo Núncio, vulgo secretário de estado das Finanças. E a existir é um verdadeiro crime político e constitucional. Vem aí mais um escândalo, provocado por esta gentinha que nos governa.

As reformas não caem do céu

O governo enche a boca com as “reformas” que terá feito. Mas o ministro das Finanças-talismã de Cavaco, Miguel Cadilhe, vem agora dizer que não houve reformas nenhumas. Coisa que, como é patente, o país já sabia. Porque as reformas políticas não caem do céu, nem a reforma do Estado, reduzida ao guião-anedota de Portas. E agora, Pedro?