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Palavras perdidas (1146)

A história que não abriu os telejornais de ontem:

“Aconteceu saber que hoje, dia 21 de Maio de 2015, um homem da Brandoa foi presente num certo tribunal da Grande Lisboa para 1º interrogatório judicial porque, depois de ter perdido o trabalho, perdeu também a casa e foi despejado. Ao ver-se na rua, fez três assaltos, armado com uma faca que trouxera da casa onde já não habita e, de seguida, entregou-se à polícia. Tendo confessado os crimes, pediu para ser preso, pois não tinha que comer nem onde dormir.

Esta é a história que não abriu os telejornais de hoje, porque o país está melhor e os cofres estão cheios.”

(Aventar)

Cuidado com o exageros

Devido ao péssimo exemplo de um graduado da PSP, que protagonizou o incidente de Guimarães registado pela câmara da CMTV, e ao péssimo exemplo de um agente da policia de intervenção no Marquês de Pombal, que insultou verbal e gestualmente, de forma recorrente e ordinária os presentes (gravado pela SIC), podemos correr o risco de considerar que a polícia é um coio de maus profissionais ou criminosos. É preciso discernimento. Uma andorinha não faz a Primavera, e nunca me ouvirão falar das forças de segurança como sendo constituída em geral por pessoas pouco recomendáveis.

É verdade que há casos de corrupção, o caso de Paulo Pereira, ex-vice do SCP e ex-PJ e tantos outros que são apanhados nas malhas da lei. Mas isso só prova que são seres humanos susceptíveis de falhar, como todos nós.
O melhor que a tutela tem a fazer, de modo a salvaguardar a imagem das forças de segurança perante a população, é apurar rapidamente os factos e agir com mão dura. Mas já começou mal ao atirar para daqui a cerca de mês e meio (30 dias úteis) a conclusão do inquérito do MAI. Devia estar pronto no máximo em duas semanas, de modo a não parecer que se trata dum expediente para fazer esquecer o acontecimento. E não me digam que é pouco tempo para ouvir os intervenientes, as testemunhas, visualizar as imagens e redigir o documento.

Os portugueses precisam de confiar minimamente nas suas forças de segurança. E estes tristes episódios não podem fazer esquecer as más condições de trabalho destes profissionais (fardamento, viaturas, acomodações), nem o que esta ministra do olhar assustado está a fazer com o congelamento das leis orgânicas da PSP e GNR.

Punam-se exemplarmente os responsáveis para que este labéu não fique a pairar sobre toda a instituição.

Ainda sobre Guimarães,  é curioso e triste como não vemos um único polícia a proteger as instalações do clube (loja, bar e WC furtados nas calmas e vandalizados) mas apenas a bater ferozmente num cidadão pacato e num velho indefeso, por causa duma criança que se sentiu mal, num manifesto abuso de poder… Há aqui qualquer coisa que não bate certo.

Tudo a fingir

ENRIC VIVES RUBIO

 

O PSD finge que pode pedir ao Conselho das Finanças Públicas que analise o quadro macroeconómico preparado pelo grupo de economistas que apoiam o PS. Este finge que não se importa, desde que o mesmo CFP analise também os documentos do PSD. E agora Teodora Cardoso (CFP) vem fingir que o Conselho não quer fazer tais análises. Nesta terra política anda tudo a fingir.

Portugal tem grandes treinadores

Benfica's fans react on the stands prior to their match with Vitoria Guimaraes in a Portuguese League soccer match at D. Afonso Henriques stadium in Guimaraes, Portugal, Sunday, May 17, 2015. (AP Photo/Paulo Duarte) Portugal Soccer

Portugal sabe dar cartas no mundo do futebol. Não é só a nível de jogadores (Eusébio, Figo, Cristiano Ronaldo), mas também de treinadores. E cada vez mais, como se pode ver por esta lista de campeões esta época:

– José Mourinho, no Chelsea (Inglaterra)

– Paulo Sousa, no Basileia (Suiça)

– André Villas Boas, no Zenit (Rússia)

– Jorge Jesus, no Benfica (Portugal). 

E um outro treinador português esteve quase a ser campeão, no Tractor (Irão).

Mas o mais importante de tudo é o meu Vitória de Setúbal, que conseguiu não descer de divisão.

Actualização: faltou-me o Victor Pereira, no  Olympiacos (Grécia).

Amor impossível

MÁRIO CRUZ/LUSA

 

Era uma vez um casal. Tinham renovado os votos de casamento há dias quando estalou a bronca. Um deles veio a público dizer algo de muito pouco abonatório sobre o outro. O outro desmentiu. Dias depois, em entrevista a um jornal, o primeiro voltou a reafirmar o que tinha dito e o segundo ficou furibundo. Um deles está a mentir e a insistir na mentira, claro. Por mais juras de amor que façam um ao outro, você acredita na sinceridade deles?