Genial

João Garcia tinha uma fábrica de pregos que se chamava Pregos Garcia e querendo fazer publicidade, mandou fazer um outdoor com a imagem de Jesus na cruz, e com os seguintes dizeres: “Pregos Garcia, 2 mil anos de garantia”.
As entidades religiosas da cidade ficaram indignadas e pediram para ele tirar aquilo porque era de muito mau gosto, e pediram que tentasse fazer uma coisa mais leve. João mandou executar novo outdoor, desta vez com a imagem de Jesus na cruz, sorrindo, só com uma das mãos pregada e a outra fazendo adeus, com os dizeres: “Pregos Garcia, até ele aprovaria”.
Os religiosos ficaram possessos e mandaram-no tirar aquilo imediatamente, e não voltar a usar a imagem de Jesus. João concordou e fez outro outdoor, só com a imagem da cruz vazia, com os dizeres: “Se tivessem utilizado Pregos Garcia, o fulano não fugiria”…

Deus e os anjos

Lê-se e não se acredita. Perante o engrossar da voz de protesto da igreja dominante em Portugal, o nosso primeiro-ministro recebeu os dignitários católico-romanos a correr, e garantiu-lhes:
1) Que não conhecia os motivos que tinham accionado os protestos, no concreto (revelando ignorância),
2) As boas intenções do governo (não convém fazer ondas…),
3) A intenção de manter em vigor a Concordata de 1940, até que a regulamentação da revisão da mesma esteja concluída, evitando assim um vazio legal (que dirão a isto os constitucionalistas?),
4) tendo ainda dado explicações da razão dos atrasos da referida regulamentação.
Governo e igreja católica estão de novo como Deus e os anjos.
Impõe-se saber porque não manifesta o governo a mesma disponibilidade e simpatia perante as outras confissões religiosas? Porque não dá o governo explicações sobre o inconcebível atraso na regulamentação da Lei de Liberdade Religiosa, que prejudica assim todas as outras confissões? Porque razão o governo aceita que a igreja católica evite o vazio legal, mas não todas as outras confissões religiosas? Ou seja, porque motivo uns são filhos e outros enteados, em flagrante desrespeito pelos preceitos constitucionais? Será porque os outros não falam a uma só voz nem manifestam capacidade reivindicativa?

O cesto vazio

Um discípulo perguntou ao seu mestre: – Mestre, porque devemos ler e decorar a Bíblia se nós não conseguimos memorizar tudo e com o tempo acabamos por esquecer? Somos obrigados a decorar de novo o que já esquecemos…
O mestre não respondeu. Ficou a olhar para o horizonte por momentos, e depois ordenou ao discípulo: – Pega naquele cesto de junco, desce até o riacho e enche-o de água.
O discípulo olhou para o cesto sujo… achou muito estranha a ordem do mestre, mas obedeceu. Pegou no cesto, desceu os cem degraus da escadaria até o riacho, encheu o cesto de água e voltou a subir.
Como o cesto era todo cheio de furos, a água foi escorrendo e, quando chegou já não restava nada. O mestre perguntou-lhe: – Então, meu filho, o que aprendeste? O discípulo olhou para o cesto vazio e disse, jocosamente:
– Aprendi que um cesto de junco não guarda água…
O mestre ordenou-lhe então que repetisse o processo. Quando o discípulo voltou com o cesto vazio, novamente, o mestre perguntou: – Então, meu filho, e agora, o que aprendeste? O discípulo voltou a responder com sarcasmo: – Que um cesto furado não guarda a água…
O mestre continuou a ordenar que o discípulo repetisse a tarefa.
Depois da décima vez, o discípulo estava desesperadamente exausto de tanto descer e subir as escadarias. Porém, quando o mestre lhe perguntou de novo: – Então, meu filho, o que aprendeste? O discípulo, olhando para dentro do cesto, percebeu admirado: – O cesto está limpo! Apesar de não segurar a água, a repetição constante de encher o cesto acabou por lavá-lo e deixá-lo limpo…
O mestre, por fim, concluiu: – É!… Não importa que não se consiga decorar todas as passagens da Bíblia que se lêem; o que importa é que através do processo a tua mente e a tua vida ficam limpas diante de Deus.

Falta a Fraternidade

1789, 14 de Julho – Revolução Francesa: Parisienses ocupam a Bastilha, prisão do regime monárquico.
Como alguém disse, da divisa revolucionária (Liberdade, Igualdade, Fraternidade), o que falta cumprir mesmo, passados que são 218 anos, é sobretudo a última. Os homens podem lutar para ser livres e iguais, mas para serem irmãos, fraternos, a luta é de carácter espiritual e não pela força das armas.

A selva

A recente eliminação de Portugal do Mundial de Futebol de Sub-20, derrotado pelo Chile, ficou manchada pela atitude indisciplinada dos jogadores lusos. Um deles ousou retirar o cartão vermelho da mão do árbitro do encontro quando este o exibia a um colega que acabava de agredir um adversário.
A Federação não pode deixar de ter mão muito dura. Já nos bastou a bronca do Europeu 2000, a agressão de João Pinto a um árbitro em 2002, e a destruição do balneário pelos sub-21 em França (2004). Não pode haver mais contemplações, e é bom que os castigos comecem a doer logo desde miúdos, para saber que as autoridades são para respeitar, mesmo quando se discorde delas. Faz parte das regras do jogo. Mais importante do que a formação dos jogadores é a formação dos seres humanos. Ainda não vale tudo.
Enquanto as Federações não começarem a irradiar os maus elementos do futebol, mesmo indo contra interesses dos clubes, não vamos lá.

“Alegrai-vos porque já achei a minha ovelha perdida” (Lc 15:6); “Ovelhas perdidas foram o meu povo, esqueceram-se do lugar do seu repouso” (Jr 50:6).

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