Deus, amor, violência e mistério

Ao revelar-se como amor, Deus mostra que, se a violência é o estado natural, a não violência é que é o mistério, e o que liberta é o não poder.

(Anselmo Borges, DN, 18/8/2007)

Ecopiratas

Segundo a Lusa, o proprietário da Herdade da Lameira (Silves) que viu a sua plantação de milho transgénico ser destruída por um bando de malfeitores auto-denominados ambientalistas, após o acontecimento foi acometido do princípio de um ataque cardíaco, e vai apresentar queixa às autoridades contra os participantes na acção.
O governo falou tarde e pressionado pela oposição, e a GNR meteu a cassete do costume, tipo desenvolvemos “as medidas tendentes a repor a ordem pública, com respeito pelos princípios da necessidade, adequação e proporcionalidade que regem a acção da polícia».
Resta saber quem paga os prejuízos, se alguém vai ser levado a tribunal por isto, e se a cultura da irresponsabilidade new age, e do revolucionarismo serôdio vão ser travadas ou não por quem governa o país.

Guerreiros de Deus

A repórter Christiane Amanpour realizou um trabalho notável dedicado ao fundamentalismo religioso, das três grandes religiões monoteístas, Judaísmo, Cristianismo e Islamismo, a transmitir pela CNN a partir de 21 de Agosto. Chama-se “God’s Warriors” (Guerreiros de Deus). A não perder. Confira aqui:

http://www.cnn.com/SPECIALS/2007/gods.warriors/

Fezada (2)

Por denúncia do Ministério Público um juiz de São Paulo determinou o bloqueio dos bens dos fundadores da Igreja Renascer, Estevam Hernandes Filho, conhecido como “apóstolo”, e sua esposa, Sonia Haddad Moraes Hernandes, conhecida como “bispa” ou “episcopisa” Sónia, os quais irão responder pela prática de crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.
De acordo com a denúncia do promotor Marcelo Mendroni, Estevam Hernandes e a mulher arrecadaram “altíssimos valores” com a igreja, às custas, principalmente, de “ludibriar fiéis” e de deixar de honrar incontáveis compromissos financeiros, tornando-os habitualidade, com evidências de características criminosas.
“Eles criaram um produto que é a fé. E vendem essa fé em moldes de organização criminosa”, afirma Mendroni. Segundo o promotor, os denunciados aplicam golpes na praça e respondem a uma série de acções por falta de cumprimento com seus deveres legais. “Contraem dívidas que não podem e nem querem pagar. Prometem actividades filantrópicas que não são cumpridas. São estelionatários contumazes”, completou.

Empresa do crime
O promotor afirma que a Renascer funcionava como uma organização criminosa, em “moldes empresariais”, ou seja, com fundador presidente, directores (bispos), gerentes (pastores), chefes gerais e o povo, que seriam os ‘clientes’ da empresa. Segundo ele, o capital de ingresso nas empresas era basicamente composto das contribuições de fiéis.
Juntamente com os demais acusados, eles utilizariam a igreja para a prática de crimes de estelionatos e outras fraudes, como forma de arrecadação para a lavagem de dinheiro. “Há grande volume de dinheiro circulando entre as pessoas, físicas e jurídicas, embora sejam utilizadas actividades filantrópicas, como pano de fundo”, diz a denúncia.
Afirma ainda que as empresas ligadas à Igreja Renascer, cujos verdadeiros donos eram Estevam Hernandes e Sonia Haddad, “visavam lucro”, mas declararam movimentação incompatível, muito aquém da evolução patrimonial dos seus sócios-proprietários, sendo muitas de fachada ou fictícias.
“Houve visível crescimento patrimonial das pessoas ligadas à Igreja, mesmo com as dívidas comprovadamente acumuladas.”
Por fim, a denúncia conclui que, considerando que as doações dos fiéis tinham, ou deveriam ter, como destino obras assistenciais, e que as empresas não tinham, ou não deveriam ter lucro, os bens declarados não demonstram ter procedência lícita, e não correspondem com o que efectivamente foi arrecadado.
Entretanto os dois fugiram para Miami, onde foram presos.

Veja aqui:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/08/070817_hernandesjusticabg.shtml

E aqui:

http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1837302-EI5030,00.html

Censura?

Estamos mesmo na “estação estúpida”.
A recuperação do tema licenciatura de Sócrates, por alguma imprensa, só demonstra que o caso Maddie já cansa, o BCP está em banho-maria até à próxima assembleia-geral de accionistas, o terramoto do Perú sucedeu demasiado longe, e o rapto dos portugueses na Venezuela está em situação de impasse.
A acusação (outras vezes apenas insinuação, e não sei o que será pior!) de que o PM ou alguém por ele terá exercido “censura” na sua entrada na Wikipédia, uma enciclopédia de auto-edição, só dá vontade de rir. Então um cidadão não tem o direito de suprimir deturpações, devassas ou insinuações malévolas sobre a sua pessoa, que alguém mal intencionado colocou ali, ainda por cima cobardemente escondido sob anonimato? Era o que mais faltava.
Mas quem, é que levantou a lebre agora? Aqueles que se escondem por detrás de um qualquer blog, para desenvolver campanhas pessoais, muitas vezes da maior baixeza, contra Sócrates ou outras figuras públicas. Quando não se sabem discutir ideias combatem-se (atacam-se) pessoas.
Pior. Quem chama censura a uma correcção biográfica feita nestes termos só está a revelar que não sabe o que é de facto a censura. Ou já se esqueceu do tempo da outra senhora, ou ainda usava fralda.

“Alegrai-vos porque já achei a minha ovelha perdida” (Lc 15:6).

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