Pela luz dos olhos teus

Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus só p’ra me provocar
Meu amor, juro por Deus me sinto incendiar
Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus já não pode esperar
Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus sem mais lará-lará
Pela luz dos olhos teus
Eu acho meu amor que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar.

Vinicius de Moraes

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Como os protestantes se organizaram em Portugal

Ontem celebrar-se-ia o 98º. aniversário da Associação Protestante Portuguesa, antecessora da Aliança Evangélica Portuguesa. Destacamos aqui o papel fulcral que as primeiras associações evangélicas de cariz interconfessional tiveram na consolidação do protestantismo português.

A Aliança Evangélica Mundial (AEM) foi fundada na cidade de Liverpool, na Inglaterra, no ano de 1845, sendo oficialmente reconhecida no ano seguinte. Esta Aliança teve sua primeira sede nessa cidade, tendo sido o seu primeiro Presidente o senhor Culling Eardley.
A AEM tinha como objectivo proteger e defender as minorias religiosas das perseguições da parte dos políticos, das instituições religiosas e culturais, e não só, mas também auxiliar os perseguidos e seus familiares com as despesas legais com vistas à sua liberdade. Esta organização internacional surgiu igualmente com o desejo de rebater os efeitos do Movimento de Oxford, promotor da valorização católica dentro da Igreja Anglicana.
Em 1903, existia no Porto e arredores o Círculo de Oração, órgão cooperante de ministros e obreiros evangélicos da região norte.
Em 1909, após extinção do Círculo de Oração, foi criada, em Lisboa, no dia 31 de Julho, a Associação Protestante Portuguesa (APP). A sua sede provisória foi instalada na Travessa da Parreira, nº 46, R/C, Lisboa, e a sua Direcção era composta por Santos Ferreira (Presidente), Santos e Silva (Vice-Presidente), João Coelho (Tesoureiro), e Eduardo Moreira e Alfredo Amaral (Secretários).
A APP não perdurou durante muito tempo dado que, em 1911, surgiu a iniciativa por parte do pastor presbiteriano Mota Sobrinho de constituir uma Aliança Evangélica Portuguesa à semelhança do que sucedia internacionalmente.
A constituição da Aliança Evangélica Portuguesa (AEP), ganhará ímpeto principalmente de 1917 a 1921. Durante este período, o pastor Mota Sobrinho reúne com diversos obreiros do Norte e Sul do país com este objectivo.
Em 1921, no dia 15 de Novembro, na sala da Associação Cristã da Mocidade, em Lisboa, na Rua das Gaivotas, 6, é redigida a primeira acta da Comissão Executiva da AEP. Esta Comissão era dirigida por Joaquim dos Santos Figueiredo (Presidente), Alfredo Henrique da Silva (Vice-Presidente), Eduardo Moreira, António Maurício e Mota Sobrinho (Secretários), Santos e Silva (Tesoureiro), Frederic Flower e Roberto Moreton (Vogais).
Além da base doutrinal que norteava os principais grupos protestantes de então, tais como lusitanos, presbiterianos, metodistas, baptistas e irmaõs, a AEP fazia-se constituir por igrejas, associações e indivíduos. Nos seus fins propunha-se a promover relações fraternas entre os diversos ramos da Igreja Evangélica, a pugnar pela liberdade religiosa e a desenvolver actividades de evangelização. Em síntese, a origem da APP e AEP devem-se à influência britânica e à necessidade de agregação dos primeiros movimentos protestantes portugueses face a situações de perseguição religiosa. A sua constituição visava, de igual modo, o testemunho institucional protestante junto dos órgãos de Estado e a presença nacional junto do órgão fraternal e universal.
A AEP teve o seu reconhecimento oficial em 6 de Fevereiro de 1935.

Fonte: O Pioneiro Protestante/Sociedade Eduardo Moreira

Corrente de amor

Há dias, o compositor e produtor musical brasileiro Cezar Elbert estava a ver na televisão as imagens do acidente aéreo em São Paulo. Com o coração a doer correu até ao estúdio e ligou o teclado para libertar os sentimentos. No dia seguinte reuniu um grupo de amigos a fim de gravar um clip da música.
Dany Grace, Paulo C. Baruk, Carol Furtado, Elias Loureiro, Adhemar de Campos, Dérika Gomes e Bianca Toledo juntaram-se a crianças, jovens e adultos para celebrar a unidade que surge quando a dor é compartilhada. Veja e ouça aqui:

http://www.youtube.com/watch?v=9Mj7zVObrhM

Mantorras, o apito e o doping do Tour

O lançamento do livro do Mantorras provocou reacções do antigo médico do Benfica, Bernardo Vasconcelos, que afirma pretender processar o jogador por este afirmar na obra que o médico o infiltrou com cortizona, estragando-lhe a carreira, além de lhe provocar sofrimento intenso.
O Tour chegou ao fim mas o ciclista espanhol vencedor da prova está sob suspeita e sob acusação pública de doping.
O Apito Dourado começa a levantar a poeira que se julgava assente. E é muita.
Desde que o desporto se transformou num negócio é isto. A verdade desportiva desapareceu. É o salve-se quem puder.

Uma macacada chamada “desporto”

Este mês a equipa da Argentina ganhou o torneio de futebol sub-20 no Canadá. Um vídeo feito pelos próprios jogadores revela os “métodos” bem heterodoxos de treino, que incluim a vandalização do hotel onde estavam concentrados. Entre outras coisas, os atletas transformaram um telefone em bola.
E ainda chamam desportistas a estes idiotas? E ainda permitem que eles enverguem a camisola da selecção nacional?
Veja:
http://www.youtube.com/watch?v=2YrMh3dNh10

“Alegrai-vos porque já achei a minha ovelha perdida” (Lc 15:6); “Ovelhas perdidas foram o meu povo, esqueceram-se do lugar do seu repouso” (Jr 50:6).

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