O bom vinho

Os procionídeos, um dos compostos fenólicos que o vinho contém, podem servir para modular os triglicérides e o colesterol do corpo, e assim para reduzir os riscos de doenças cardiovasculares. A tese, que foi defendida na Universidade de Tarragona, conseguiu determinar o mecanismo molecular pelo qual os procionídeos, de origem vegetal e bastante presentes na dieta mediterrânea, interagem no fígado, e como controlam a expressão dos genes. O estudo confirma que, bebido com moderação e em caráter regular, o vinho tem efeitos benéficos sobre o metabolismo do colesterol.
O trabalho enquadra-se numa disciplina científica emergente, a genética da nutrição, a qual emprega técnicas da biologia molecular, bioquímica e biologia de sistemas “para entender como os nutrientes podem interagir com as vias de sinalização intracelulares”, segundo Maria Cintra Bladé, co-orientadora da tese e professora do departamento de bioquímica e biotecnologia da universidade. Na pesquisa foram utilizados procionídeos obtidos de uvas, e por isso os resultados estendem-se ao consumo de vinho, ainda que por enquanto os efeitos tenham sido constatados apenas em laboratório.
A tese é uma nova contribuição para a considerável lista de estudos científicos que atestam os benefícios do vinho, para a saúde, se ingerido com moderação, ou seja, em volume de 30 gramas de álcool por dia para os homens e de 20 gramas para as mulheres. Dada a sua composição, o vinho, consumido em quantidades moderadas, reduz significativamente os índices de mortalidade e a incidência de doenças cardiovasculares. Mesmo assim, os efeitos nocivos são imensos e podem ser letais, caso a bebida seja consumida em excesso.

Fonte: La Vanguardia

Onde está Deus?

1969, 20 de Julho: a nave Apollo 11 pousa na Lua; Neil Armstrong e Edwin Aldrin tornam-se os primeiros humanos a caminhar na superfície do satélite.

Ao contrário do astronauta russo que, de acordo com a cartilha oficial soviética de então, disse não ter visto Deus no espaço, estes homens perceberam a pequenez humana e solidificaram a sua fé, através desta experiência.

O crime do Montijo

O trágico caso do triplo homicídio do Montijo, que recentemente deixou a população daquela cidade estupefacta, merece uma reflexão.
Um construtor civil carregado de dívidas à banca, contraídas no exercício da sua actividade profissional, não encontrou outra forma de se libertar delas do que suicidar-se, mas não sem antes ter assassinado a família, mulher e as duas filhas. A vida corria-lhe mal. Era um homem considerado calmo e bom vizinho, trabalhador e excelente patrão. Os juros bancários deram-lhe cabo da vida. Estava deprimido, tendo abandonado a medicação, o que potenciou o perigo de ideias suicidárias.
Num gesto de loucura, mas altamente significativo, cobriu o corpo com 130 mil euros, antes de pôr termo à vida. Como quem diz que tinha acabado de perder a batalha contra o dinheiro.
Entretanto, de certeza que o banco a quem devia vai apresentar lucros fabulosos, mais uma vez, no final do ano.

“Alegrai-vos porque já achei a minha ovelha perdida” (Lc 15:6); “Ovelhas perdidas foram o meu povo, esqueceram-se do lugar do seu repouso” (Jr 50:6).

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