Plano tecnológico com guarda à porta

O governo anunciou que se prepara para investir 400 milhões de euros em tecnologia para as escolas, dotando cada sala de aula com um computador, uma impressora e um projector, de acordo com um dos objectivos do Plano Tecnológico da Educação.
Óptimo. Mas têm é que reforçar a segurança, senão o tal material vai ser roubado por toxicodependentes não tarda nada.

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Sexo: motivos não faltam

As pessoas têm 237 motivos diferentes para fazer sexo. De acordo com uma pesquisa feita nos Estados Unidos, os motivos encontrados para procurar a prática sexual são “numerosos e complexos”. Muitas vezes são emocionais, por amor e compromisso, mas incluem também causas físicas, como redução de stresse, e psicológicas, como a melhora da auto-estima e até a vingança.
O estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade de Austin, no Texas, e publicado no site da revista científica Archives of Sexual Behavior. Foram ouvidas 1.549 pessoas, que listaram todos os motivos que as levam a praticar sexo. A relação chegou a 237 razões – desde as mais comuns e conhecidas, como o desejo de ter uma experiência física de prazer, até as espirituais (“Queria estar mais perto de Deus”, responderam alguns entrevistados).
Entre os motivos citados para a prática sexual há vários em que o sexo é usado para conquistar um objectivo, como recursos materiais ou financeiros, status social ou até vingança de um parceiro que cometeu traição. Há também os “factores de segurança”, como quando uma pessoa pratica sexo para manter um namoro. Boa parte dos entrevistados disse fazer sexo para deixar o parceiro feliz.

Fonte: Veja Online

Bush, o Iraque e Gondim


Jorge Pinheiro, a propósito do post “O terror das criancinhas”: Desculpa lá o desabafo, mas achas que esse energúmeno merece que percamos tempo com ele? Bem diz a Escritura: “Todos os que se servem da espada, à espada morrerão”. Ele bem merece o nome que tem: George Bush(man) (Jorge Selvagem), embora se eu fosse bushman (bosquímano) me sentisse insultado.
Caro amigo, não resisto a editar aqui um excelente artigo de um dos meus autores preferidos, Ricardo Gondim, um profeta dos tempos modernos, a propósito de Bush e companhia, escrito a partir de um debate na CNN, à data da invasão do Iraque:

Ontem assisti o Larry King Live na CNN. Demorei a conciliar o sono depois do que vi e ouvi. Revirando-me na minha cama, procurei uma palavra para expressar o que sentia. Revolta? Tristeza? Decepção? O melhor vocábulo que explicava minha insónia: uma náusea existencial. Explico.
Larry King conduziu um debate com alguns líderes cristãos americanos sobre a invasão americana no Iraque. Falaram contra a guerra um bispo metodista e um padre católico. Estes participaram pouco e mal conseguiram colocar os seus pontos de vista. Os evangélicos Max Lucado, John McArthur e Bob Jones dominaram a maior parte do tempo. E foram eles que me provocaram tamanha reacção!
Revoltei-me ao ver que o nacionalismo dos evangélicos americanos é muito mais forte que sua lealdade ao espírito do Evangelho. Eles não tiveram escrúpulos em citar a Bíblia para defender a política da direita republicana. Agiram com a mesma cegueira que os religiosos contemporâneos de Jesus que não conseguiam perceber o amor de Deus em Jesus Cristo, por serem mais judeus que humanos. Sob o pretexto de defenderem o seu território, os falcões militares que aconselham Bush, encontraram no ataque de 11 de Setembro o pretexto que precisavam para dominar o volátil Médio Oriente, de onde jorra o melhor e mais abundante petróleo do mundo. Os Americanos estão conscientes que são a única superpotência do planeta e querem levar essa realidade a vias de facto.
Revoltei-me com o semblante pétreo do John McArthur. Nos seus argumentos pró-guerra, referiu-se ao inferno que aguarda os muçulmanos sem demonstrar compaixão. Esse senhor fundamentalista, inimigo dos pentecostais, dos liberais e de todos os que não lêem a Bíblia com o seu literalismo, causou-me muito medo. Nele eu vi o Osama Bin Laden! Pronto a condenar ao inferno quem não segue sua teologia sistemática, asfixiante e retrógrada. McArthur falou do sofrimento eterno sem tremer um só músculo do rosto. Imaginei como deveria ser o semblante daqueles que queriam apedrejar a mulher adúltera.
Revoltei-me com o rosto cínico do Bob Jones. Ele mantinha um sorriso plástico; querendo parecer simpático. Falava com ódio e ria ao mesmo tempo. Parecia aquele palhaço do filme do Batman, carregando sempre um sorriso estático. Legitimou a guerra com o argumento de que as autoridades foram constituídas por Deus para promover o bem e punir os maus. Imediatamente recordei que a ditadura militar brasileira aprendia a torturar em escolas de treinamento da CIA. Meu pai sofreu tortura, minha família se desestruturou, uma irmã minha morreu e ainda hoje padecemos consequências da malignidade patrocinada pelo Departamento de Estado Americano. O meu pai era um homem honesto, extremamente trabalhador. Porque sofreu prisão e tortura? O seu crime era ser simpatizante do marxismo. Na época, o marxismo representava uma ameaça. Acredito que o Bob Jones legitimaria que chutassem os órgãos genitais de meu pai para que o “american way of life” continuasse intacto. O sorriso cínico do senhor Jones me lembrou a elite religiosa que apedrejou Estêvão. Eles não permitiriam que o amor compassivo de Cristo permeasse a cultura religiosa dos seus dias.
Revoltei-me com o Max Lucado, um pusilânime. Sua falta de argumentos e raciocínios simplistas mostram o perigo do dinheiro e da fama. Lucado é um dos autores de maior renome no mundo cristão, querido na América por escrever com um estilo simples. Quando defendeu a guerra mostrou que jamais se posicionaria contra a comunidade evangélica que votou em Bush e, fascinada, acredita que ele é o ungido de Deus para proteger o mundo. Max Lucado afirmou ontem, para o mundo inteiro ouvir, que confia no presidente porque ele é cristão e porque ora para tomar decisões. Quanto simplismo! Se assim fosse, quando Ronald Reagan patrocinou bandidos que lutavam na Nicarágua (os Contras), seria também legitimado pelo senhor Lucado. O general Oliver North, assessor que financiava os terroristas, era membro de uma igreja pentecostal, orava e conversava com o seu presidente antes de qualquer decisão.
Revoltei-me quando assisti à CNN porque percebi que aqueles líderes não destoaram. Eram porta-vozes da nação evangélica que considera os fetos abortados na América mais preciosos do que as crianças que morrem nas ruas de Gaza ou nos hospitais mal cuidados da África. Os inocentes que morrerão quando uns desses mísseis inteligentíssimos errar o alvo não parecem ser tão importantes. A parábola do Samaritano cumpriu-se mais uma vez na noite de 11 de Março de 2003. No écran das televisões do mundo inteiro, os religiosos passaram mais uma vez ao largo dos que jazem semi-mortos nas estradas da História.
Quando Larry King encerrou o programa de entrevistas e debates, arrependi-me de um dia me haver sentado na mesma mesa que aqueles senhores – quando a Bíblia me admoesta a sequer saudá-los. Chorei por perceber que a profecia de Cristo se cumpriu – o amor de muitos esfriará. Mas não consegui aplacar minha revolta ao ler sob os nomes legendados daqueles senhores que as suas denominações religiosas continham algumas designações como “Grace”, “Love”, etc.
Brevemente o Iraque capitulará. Logo mais Saddam Hussein morrerá. O petróleo jorrará abundante para suprir o guloso mercado americano. Desfrutaremos uma certa normalidade. Contudo, eu nunca mais serei o mesmo. Jamais conseguirei chamar Reverendo a qualquer líder religioso da estirpe desses três senhores.

Como se vê, a única coisa em que o autor se enganou, nas suas previsões, foi que o Iraque iria desfrutar de uma “certa normalidade” depois da ocupação. De resto, nota dez, como dizem os meus amigos brasileiros.

O anel da virgindade

Uma escola britânica tinha pedido à estudante Lydia Playfoot, 16 anos, que tirasse o anel, que simboliza a castidade, caso contrário seria expulsa, insistindo que o anel não era parte essencial da fé cristã. O tribunal julgou que as medidas tomadas pelo estabelecimento foram «inteiramente justificadas».
A adolescente disse que ficou «muito decepcionada com a decisão» e alega que estudantes muçulmanos e sikhs têm o direito de usar véus na cabeça e pulseiras nas salas de aula.
Mas a escola alegou que a permissão concedida aos muçulmanos e sikhs diz respeito apenas a objectos fundamentais às suas crenças religiosas, a instituição argumenta que os alunos cristãos têm permissão para usar uma cruz.
«Lentamente, com o passar do tempo, directores das escolas, empregadores, organizações políticas e outros terão permissão para impedir que os cristãos pratiquem e expressem publicamente a sua fé», disse Playfoot. A primeira apelação de Playfoot foi rejeitada pela tribunal em 2006, mas os juízes concordaram em ouvir o caso do “anel da virgindade” novamente depois de requerido um novo recurso.
Lydia Playfoot fazia parte de um grupo de 11 meninas da escola que usavam os anéis como parte de um movimento chamado «The Silver Ring Thing» (A coisa do anel de prata).
O movimento nasceu nos Estados Unidos e promove a abstinência sexual entre jovens.
«A Bíblia fala que uma pessoa se deve manter deve sexualmente pura e eu acredito que esta é uma forma de expressar a minha fé. Acho que, na sociedade em que vivemos hoje, com muitas jovens grávidas ou com doenças sexualmente transmissíveis, uma atitude como a minha é importante», disse a jovem.
O movimento tem se espalhado pela Grã-Bretanha como parte de um protesto maior de tradicionalistas cristãos contra o que vêem como secularização da sociedade.
Os anéis têm inscrições que fazem referência a um versículo bíblico, que pode ser traduzido como: «Deus quer que sejas sagrado, então deves afastar-te do pecado sexual. Então, cada um de vocês controlará o corpo e viverá em santidade e honra».
A escola de Playfoot considerou que o anel desrespeitava as regras do uniforme e pediu que fosse retirado.
Quando ela se recusou, a aluna foi obrigada a deixar a sala de aula e a estudar sozinha. Ela já terminou a escola, mas seu pai, Phil, que é pastor, quis continuar com o caso na Justiça.
A estudante tentou uma revisão do caso citando o artigo nove da Lei de Direitos Humanos britânica que garante liberdade de expressão religiosa. O dinheiro para as despesas judiciais foi arrecadado por grupos cristãos britânicos.

(Adaptado de SOL, com agências)

E as outras vão usar o quê? Um símbolo na testa como sinal da falta de virgindade?… Que raio de cristianismo é esse que pretende colocar uns no altar e outros na sargeta? Faz lembrar o episódio do Evangelho do religioso que orava (se gabava) no templo, dizendo que não era como o desgraçado do pecador que estava a seu lado, o qual, por sua vez, clamava humildemente pelo perdão de Deus.

Portugal abandona Sevilha

Por mão amiga chegou-me este mail, verdadeiramente preocupante:

Um Símbolo de Portugal em Espanha… MUITO IMPORTANTE
O Governo Português anunciou que irá encerrar o Consulado Geral de Portugal em Sevilha. Esse encerramento implica a perda de um Edifício Histórico Português, que foi construído para albergar o Pavilhão de Portugal na Exposição Universal de Sevilha de 1929 e cuja propriedade será devolvida ao Ayuntamiento de Sevilha.
Este Edifício Histórico está localizado no centro da cidade de Sevilha, ao
lado do Hotel Alfonso XIII, um dos melhores de Espanha e é cobiçado por
grandes interesses espanhóis e internacionais. Nós que o temos na mão, por direito, decidimos abandoná-lo.
Será que o Governo entende que temos demasiadas referências culturais
portuguesas em Espanha?
Será que, decididamente, preferimos acabar com todos os símbolos nacionais?
Como este que a Espanha nos cedeu gratuitamente há quase um século, no
centro de uma das suas mais importantes e bonitas cidades?
Um Consulado não se mede só pelos serviços que presta. Conta por ser uma presença de um País numa cidade amiga. Uma cidade onde trabalham
Portugueses, onde estudam Portugueses, onde se ensina o Português a centenas de estudantes espanhóis. Uma cidade Amiga. Por isso e por estar num Edifício Histórico Português, pode ser também uma Referência da Cultura Portuguesa, a melhor Marca de Portugal. Em Espanha.
Todo o Português que vai a Sevilha se orgulha de ver o seu País, a sua
Imagem, o seu Símbolo no centro da Cidade-Monumento.
O Governo Português vai acabar com ele. E sem ganhar nada com isso.
Provavelmente veremos em breve no seu interior uma delegação do “Gungenheim” ou do “Rainha Sofia”. É que os Espanhóis tratam bem o que têm.
Denuncie esta situação aos seus amigos. E se conhecer o Presidente da
República, ou o Primeiro-Ministro envie-lhes também. Para que não digam que o Povo não os avisou. Não envie é para Amigos Espanhóis. Por vergonha.

Grupo Promotor do Círculo de Portugal em Sevilha
Se achar que vale a pena…divulge…que isto não “dá” nas TV’s…

O Mistério Harry Potter

A autêntica histeria colectiva e global à volta do lançamento do último livro da saga Harry Potter é surpreendente e merecia ser estudada cientificamente. Não tenho nada, à partida, contra qualquer ficção para crianças e adolescentes, mas são os contornos do fenómeno que me preocupam. Há uma espécie de fanatismo à volta da personagem e suas desventuras, a ponto de já se terem recolhido um milhão de assinaturas para pressionar a autora a continuar a saga, que ela pretendia terminar aqui. Outros números: 325 milhões de exemplares publicados até agora, e 3,2 milhões de exemplares pré-reservados, do último livro, só nos sites da Amazon e da Barnes & Noble. Bem sabemos que a realidade é dura, vezes demais, mas a fuga para o imaginário, o irreal, o mundo virtual e o imaginado, aproxima-nos cada vez mais do delírio esquizofrénico.
Se calhar é mesmo isso. O mundo está a esquizofrenizar.

Portas grita por socorro

Paulo Portas quer processar o Estado por fugas de informação relativas a processos em segredo de justiça. Muito bem. Só que fica mal na fotografia porque nunca mexeu uma palha nesse sentido, nem se lhe ouviu protesto algum quando os visados eram os adversários políticos, ou quando esteve no governo.
Já vais tarde, Paulo.

“Alegrai-vos porque já achei a minha ovelha perdida” (Lc 15:6); “Ovelhas perdidas foram o meu povo, esqueceram-se do lugar do seu repouso” (Jr 50:6).

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