A idade dos segredos

Pode até não ser nada, mas a notícia de que o governo tinha convidado José Miguel Júdice, já há quatro meses, para uma espécie de alto comissariado para a zona ribeirinha de Lisboa, apanhou toda a gente desprevenida e não deixa de ser preocupante. E é-o apenas pelo segredo. Porque carga de água?
Assim se coloca uma boa ideia (provavelmente) sob suspeição, sem necessidade nenhuma. Mas onde é que esta gente anda com a cabeça? Isto não parece coisa nem do Júdice, nem do António Costa, nem do Sócrates. Agora aguentem-se às consequências.

Falta de virgens…

Aconteceu há uns anos no Brasil. Um presbítero resolveu encenar a parábola das 10 virgens, com um grupo de jovens da igreja, mas eram poucas e só conseguiu 7. Mesmo assim, todos entenderam e foi uma bênção.
No fim da peça, o presbítero pegou o microfone, agradeceu e desculpou-se por ter apenas 7 virgens. Ele queria dizer que não tinha o número de virgens citadas na parábola porque não conseguiu as 10 jovens necessárias para a representação, mas atrapalhou-se e disse:
– Desculpem por não ter as 10 virgens na peça, mas é porque não havia mais virgens na igreja…
(Adaptado do excelente blog do Pavarini)

Pergunta estúpida

Se a CML está assim tão no osso (que a carne já se foi!), porque razão há tantos candidatos atrás do osso?
Será pela câmara em si mesma ou para aparecer nas televisões, para tentar segurar o eleitorado do partido, para marcar posição partidária para o futuro, para vir a ser recompensado, para segurar mordomias actuais, para arranjar clientes (ou emprego) pela visibilidade entretanto adquirida, para… para… para…

É preciso é disfarçar…

Um indivíduo que matou outro à facada, por este ter atirado um piropo à sua namorada, sorriu depois de ouvir em tribunal a sentença de (apenas) onze anos de prisão.
Um amigo, que lhe forneceu a faca, que se deu ao luxo de lavar a arma do crime, de a guardar junto dos restantes talheres do restaurante onde trabalha, de mentir a polícia, e de dizer nada saber do crime perpetrado pelo amigo, foi condenado a um ano de prisão suspenso por dois anos…
Parece que o crime compensa mesmo.
Aconteceu no tribunal de São João Novo, no Porto.

Galinha dos ovos de ouro

Os 21 radares de velocidade colocados pela Câmara Municipal de Lisboa em várias vias da cidade vão começar a funcionar em regime sancionatório a partir de segunda-feira, depois de a Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) ter autorizado o seu funcionamento, salvaguardando algumas condições.
A autarquia lisboeta está falida, como se sabe, e encontrou aqui a sua galinha dos ovos de ouro. Não vale a pena termos ilusões. Se a preocupação fosse com a sinistralidade, colocavam-se os radares nos pontos negros da cidade e não nas vias com maior desafogo, e fiscalizava-se, por sistema, as imediações da av. 24 de Julho nas sextas e sábados à noite.
Assim, trata-se apenas da caça à multa, a ver se as contas furadas de uma câmara sem norte se equilibram, não à custa dos cidadãos lisboetas mas de centenas de milhares dos concelhos limítrofes que trabalham na capital.

“Alegrai-vos porque já achei a minha ovelha perdida” (Lc 15:6); “Ovelhas perdidas foram o meu povo, esqueceram-se do lugar do seu repouso” (Jr 50:6).

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