Meteorologia sem falhas…

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Crise

A direita portuguesa está em crise aguda. Paulo Portas está fragilizado mas não pode sair, ele que ainda agora entrou à bruta, mas as coisas andam a correr-lhe muito mal. Tenta, todavia, chutar para canto, com a conversa das “condições para desenvolver acção política em Portugal”.
Marques Mendes provavelmente irá sozinho a votos no PSD, e vai cozer em lume brando, na esperança que Sócrates meta os pés pelas mãos até 2009, o que não é crível. O calculismo do primeiro-ministro levá-lo-à a preparar bem as próximas legislativas.
Mas é pena que seja assim, já que o governo precisa de uma oposição séria e estruturada, e à esquerda, o PCP continua a comportar-se como uma espécie de fóssil político.

Peixe com dentes

Na foto acima parece que se vê um peixe a querer comer ou morder o outro. Pura ilusão. Afinal não passa de dois modelos humanos de cara pintada, e em posição que trai os nossos sentidos.
Tal como esta interessante fotografia, a vida também nos apresenta inúmeras ilusões, sendo por vezes bem difícil distinguir a fantasia da realidade.
Ser cristão, porém, também passa por conseguir manter os pés bem assentes no chão, embora a cabeça no céu.
A fé cristã é coisa séria. Não é ilusão nem alienação.

Sinagoga portuguesa em Amsterdam

“Interior da Sinagoga Portuguesa em Amsterdam”, Rijksmuseum, Amsterdam

Emanuel de Witte (1617-1692) pintor holandês, nasceu em Alkmaar, teve estúdio em Roterdão e Delft, antes de se fixar definitivamente em Amsterdam, no ano de 1652, três anos antes do falecimento da esposa.
Começou por pintar retratos, cenas mitológicas e religiosas, assim como paisagens, mas acabou por se especializar na representação de interiores dos lugares de culto, com especial mestria.
Voltou a casar, com uma órfã de 23 anos, que foi má influência para a sua filha. Foram ambos condenados, em 1658, por roubar os vizinhos. A mulher, grávida, Lysbeth van der Plas, teve que sair da cidade por um período de oito anos, ficando a criança sob custódia, e veio a falecer provavelmente durante a praga de 1663.
Emanuel de Witte, apesar de contar com o apoio de vários mecenas, não conseguiu que as coisas lhe corressem bem, vindo a cometer suicídio, em 1692, em Amsterdão, após uma discussão sobre o pagamento de uma renda de casa. Numa noite extremamente fria saltou de uma ponte e afogou-se. O corpo só foi encontrado onze semanas depois, dado o congelamento do canal.

A Obra.
Retratou uma assembleia de oração na mais importante sinagoga que os judeus sefarditas haviam construído entre 1671 e 1675, mesmo no centro do seu bairro, que era rico e populoso (imagem de cima).
Os candeeiros de latão que iluminam o vasto espaço, com capacidade para duas mil pessoas, constituíam motivo de orgulho para os judeus portugueses na Holanda.
Note-se a correcção da perspectiva e a perfeita representação da luz solar exterior, penetrando pelas janelas amplas, de modo a abraçar as colunas imensas e a repousar sobre os fiéis.
O outro quadro, abaixo reproduzido, retrata o interior de uma igreja protestante de Delft, em pleno acto de culto, vendo-se o pregador no púlpito, a proferir o seu sermão a uma multidão de fiéis interessados.
Repare-se na imponência das colunas, um princípio sempre presente nas obras deste género que o artista pintou, as quais conferem ao ambiente uma sensação de solidez, provavelmente derivada à influência do movimento de Reforma religiosa na Europa, que estava em pleno fulgor na época, e cujos princípios passavam pela célebre divisa “Sola Scriptura” (só a Escritura), querendo significar que a Palavra de Deus deve ser a regra maior de fé e conduta dos cristãos, pelo que a pregação ungida da Bíblia estabelece fundamentos de vida inabaláveis e eternos.
A proclamação da Palavra tornava-se assim o centro do culto a Deus.


“Interior de Oude Kerk em Delft durante um Sermão”, 1651, Óleo sobre madeira, 61 x 44 cm, Wallace Collection, Londres.

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“Alegrai-vos porque já achei a minha ovelha perdida” (Lc 15:6); “Ovelhas perdidas foram o meu povo, esqueceram-se do lugar do seu repouso” (Jr 50:6).

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