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Palavras perdidas (1232)

«Foi com base nesta “racionalidade económica” que Teodora Cardoso classificou a estratégia orçamental de Vitor Gaspar de “prudente, credível e fundada na melhor e mais sofisticada ciência económica”. Todos sabemos o que se passou: Gaspar reconheceu o erro e demitiu-se; já Teodora nada disse e continua, munida da sua magnífica racionalidade económica mas ignorando a realidade, a dizer as coisas de sempre» (João Galamba)

«Teodora Cardoso é uma política que emite pareceres políticos assentes em convicções políticas, só que não é eleita e disfarça-se de técnica» (José Gusmão)

Recordar o 25 de Abril num mundo que mudou

 

Só quem não vivia em Portugal antes de 25 de Abril de 1974, quem nunca tivesse saído daqui ou fosse muito pouco politizado não se alegraria com a queda da ditadura. Nesse dia o país entrou em regime de festa, passada a surpresa inicial.

Houve depois quem tentasse estragar tudo? É verdade. Mas isso é quase inevitável em qualquer processo histórico tão marcante quanto este.

A verdade é que Portugal estava isolado no contexto internacional, antes da revolução, tanto a nível dos Estados Unidos e da CEE como da ONU. Desde que o papa Paulo VI tinha recebido em audiência os líderes dos principais movimentos guerrilheiros em actividade nas colónias africanas, que o país perdeu o pé. A independência da Guiné-Bissau já tinha sido reconhecida por uma multidão de países e as guerras em Angola e Moçambique estavam num impasse, tendo os comandantes militares consciência de que seria impossível resolver os conflitos pela via militar.

Houve sacrificados? Houve, em particular os portugueses residentes em África, devido a uma descolonização demasiado tardia, mas também por causa das tentativas inglórias de tentar uma independência branca, ao estilo da Rodésia de Ian Smith, que nunca poderia resultar naquela altura do campeonato. E o livro-proposta-política de Spínola veio tarde e nunca poderia ter sido aceite pelo regime marcelista.

Aqueles que se queixam da classe política actual (eu incluído) não podem deixar de se lembrar que ela é fruto das circunstâncias políticas. É que o país não tinha elites preparadas para o governar, caindo o regime autoritário anterior. E é bom lembrar também  que o mundo não parou. Incompetência nacional? Veja-se o que vai por essa Europa fora. Corrupção nos governantes? Olhe-se para o mundo. Crise de liderança no país? Basta ler a imprensa internacional e ver o que se passa noutras paragens.

O mundo mudou em definitivo. Acabada a guerra, a censura e a PIDE, os grandes desafios à ética e à justiça já não são essencialmente nacionais mas à escala internacional, tanto a nível europeu como global. É aí que as nossas batalhas têm que ser travadas, pela liberdade e a dignidade da pessoa humana. E não é uma batalha menos difícil. De todo.

 

O grande problema do Eurogrupo não é trocar fotografias


Mário Centeno NUNO FERREIRA SANTO

Este, apesar de ridículo, é o menor dos erros do Eurogrupo, o de nem sequer conhecer o ministro das Finanças de Portugal e confundi-lo com um jornalista. Será apenas mais uma anedota ou incompetência do sr. Dijsselboem. Mas o grande problema são as asneiras da política financeira que impõem à zona euro, por motivações ideológicas. Esse sim, é o grande problema. Com este podemos nós bem. E de certeza que o jornalista se sentiu um bocadinho mais… alto.

Chegue-se à frente, senhor comandante

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Talvez o actual presidente da república e comandante supremo das forças armadas, com a popularidade em alta como está, pudesse fazer alguma coisa para reduzir aí a uns 10 por cento o número (e as mordomias) de generalada. Já vai sendo tempo, não? Temos mais almirantes do que navios e mais chefes do que índios. E o Zé a pagar.

Pedro Lains: “Ainda hoje não entendi bem todos os contornos das nacionalizações”

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Ontem foi o lançamento do livro “As nacionalizações do PREC”, de Filipa Lino, na Biblioteca Camões (Chiado). Ed. Parsifal.

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Pedro Lains apresentou a obra.

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O jornalista Cesário Borga, que escreveu o Prefácio, com a autora e uma antiga colega da RTP.