Arquivo da categoria: Actualidade

Ele descobriu Portugal

sin-titulo

Essa terra fez brotar paixão em mim. Meu coração é português tupiniquim” 

Eu era um brasileiro ressentido. Ser Colônia, por vezes, causa uma horrível sensação de nunca ser um fim em si, mas apenas um meio.  O Brasil é um pouco mal resolvido com Portugal, e fala pouco sem promover a afeição. Visitam-se parcamente, numa relação que parece triste.

Quando cheguei a Lisboa, vi pelas ruas os que me descobriram. Vi suas casas e ouvi o fado que faziam. Confesso que fiquei com vergonha de minha ignorância. O que foi que aconteceu? Por que esse sentimento meu?

Abandonei meus conflitos assim que cheguei a Sintra. Vi tanta gente feliz e logo embarquei na alegria, ouvindo aquela língua materna, minha, mais rígida, menos sonora, com chiados e discretos sons anasalados.

Fiquei encantado! E recebi tantos sorrisos portugueses que apaixonei. Introspectivo e amável, Portugal me falou pouco de si. E eu, também não quis fazer perguntas. Apenas fui convencido que sou filho, como num reencontro com um pai biológico. Tudo isso fez bem para minha psiquê.

Ao lado de irmãos portugueses e uma taça de vinho alentejano, molhei o pão no resto de azeite depois de muito bacalhau. Enquanto comia, pensava em Cabral. Como ele conseguiu atravessar o  Atlântico com aquela nau improvável? Só pode ter sido a vontade de Deus que nos descobrissem.  E agora, eu também descobri.

Andei pelas ruas e becos de bairros antigos. Nunca ouvi tanto fado. As poesias e parlendas me caíram tão bem que fiquei feliz por dias.

Estou curado e não direi mais coisas do tipo “seria melhor que tivessem sido os protestantes”. O Brasil hoje, é grande, fértil, criativo, dócil e malandro por seus valores e defeitos portugueses. Eu nunca havia me orgulhado de Portugal.

Obrigado patrícios! Obrigado Brissos, Susete, Tatiana, Fábio, Isabel, Lisah, Jael, Carlos e todas as crianças portuguesas que ensinaram-me a amar minha origem. Obrigado Elias e Fatinha, missionários brasileiros que me amam Portugal. O desejo de voltar é imenso! Pena que a nau financiada pelo Real teme viagens muito frequentes.

Descobri Portugal e pretendo desfrutá-lo. Porque Foi Deus quem nos deu essa língua portuguesa. Cantarei com Alberto Janes, que não era teólogo, mas acertou em cheio ao escrever esta sensível canção.

 

Fonte: Paulo Zifum.

Obrigado, amigo Jucimar Leite. Aquele abraço.

E agora a interpretação clássica do “monstro” Amália.

3 idiotices de pais de crianças americanas

Resultado de imagem para doces do halloween

Uma pessoa vê com cada uma… Acabei de ver num canal de televisão português uma peça duma estação americana, supostamente divertida, em que os pais dizem às crianças, na manhã seguinte à noite do Halloween, que lhes comeram os doces todos e não restou nada. Claro quer todas as crianças ficaram em estado de choque, desesperadas, revoltadas e a chorar.

Primeira idiotice: fazer tal coisa aos filhos.

Segunda idiotice: filmar as reacções das crianças.

Terceira idiotice (e porventura a mais grave): divulgar tais vídeos na internet.

A minha conclusão: com pais destes não admira que o Trump tenha tanto apoio eleitoral. Cambada de idiotas…