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“A altivez de espírito precede a queda”

Foto de Sporting Comédia de Portugal.

 

Jorge Jesus nunca ganhou nada que se visse antes de chegar ao Benfica, mas enche a boca a dizer que o clube era miserável antes dele chegar e que se não fosse ele…

Já se esqueceu que numa época em que podia ter ganho tudo, perdeu tudo em duas semanas.

Já se esqueceu que toda a gente o queria no olho da rua, mas que o presidente o segurou, por sua conta e risco, e foi então que voltou a ganhar o campeonato.

Já se esqueceu que podia ter tido uma saída honrosa do clube que fez dele campeão, mas saiu como se sabe.

Já se esqueceu que insultou o actual treinador da Luz, seu colega de profissão, diminuindo-o todas as semanas perante o país (chegou a afirmar que Rui Vitória nem sequer era treinador, e que não tinha mãos para aquele “Ferrari”(SLB)!…), numa atitude recorrente de sobranceria, arrogância e presunção de superioridade.

Até se esqueceu que Rui Vitória já tinha ganho ao Benfica de Jorge Jesus uma final da Taça de Portugal, pelo Vitória de Guimarães…

Agora está como se vê. Para quem queria ganhar três competições nesta época, não vai ganhar nenhuma. Para quem dizia que as equipas treinadas por ele eram as melhores do país, acabou afastado da Taça da Liga e da Taça de Portugal por equipas inferiores…

A desculpa das arbitragens já não funciona face ao descalabro futebolístico da equipa.

A agressividade gratuita contra tudo e todos é no que dá.

Só é pena que sejam os jogadores (escolhidos, liderados e treinados por ele) que carreguem o ónus da desgraça desportiva. São os que menos culpa têm da situação. É pena.

Já Salomão dizia que “a altivez de espírito precede a queda”.

 

 

Bisbilhotice

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De vez em quando volta o Portugal pacóvio e pidesco. Os média conseguiram fazer duma pequena conversa privada  – que dizia respeito apenas a duas pessoas – um caso político. Sim. Falo da expressão do ministro dos Estrangeiros que felicitava off the record o seu colega de governo pelo êxito das negociações no Conselho Económico e Social.

A ânsia de conquistar audiências a todo o custo levou as televisões a amplificar uma conversa privada. Acenderam uma fogueira e lançaram-lhe toda a gasolina que puderam, andando a pedir opinião aos parceiros sociais e políticos. Até aos que se encontravam fora do país… Antigamente chamava-se a isto bisbilhotice. Agora vêem-nos dizer que é “interesse público”.

E claro, o desesperado PSD vem logo comparar a situação ao caso da demissão de João Soares. Ou seja, tentar misturar água com azeite. Só que João Soares produziu uma afirmação pública, ainda por cima por escrito, e aqui estamos a falar duma conversa privada, escutada abusivamente.

E não me venham com teorias do interesse nacional. O que Santos Silva disse não tem interesse nenhum. É apenas conversa “de café”, privada – insisto – em tom de brincadeira, e não comportava nenhum segredo de Estado. Mas como sempre, alguns “jornaleiros” da nossa praça, quando não conseguem que os políticos digam aquilo que querem -e bem os pressionam nesse sentido – passam a escutar atrás das portas…

Cuidado políticos, ministros, secretários de Estado e figuras públicas. Vocês estão em risco de ser escutados quando forem ao WC. “Eles” dizem que é do “interesse público”.  Habituem-se.

 

Já agora…

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E depois dos presentes, das refeições e dos cânticos de Natal, o que fica? Voltaremos à vidinha do costume, aquela pasmaceira letárgica a que chamamos existência, ou vamos fazer alguma coisa para dar significado aos dias? Sei lá? Fazer algum tipo de voluntariado útil, estudar coisas que interessem, arriscar, dar, criar.

E já agora, tentar conhecer um bocadinho o tal Menino cujo nascimento acabámos de celebrar com tanto entusiasmo, presentes, refeições e cânticos. Já agora…

 

As 3 leis (únicas) do futebol

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1-Todas as equipas são iguais mas há umas mais iguais do que outras.

Tradução: Em caso de dúvida a arbitragem favorece sempre os clubes grandes, face aos pequenos.

2-Quando há desafinação na banda a culpa é da viola, das unhas ou do maestro e nunca do tocador.

Tradução: Quando a bola não entra a culpa é sempre dos árbitros, dos adversários, dos apanha-bolas e até dos adeptos.

3-A nossa equipa joga sempre mais e melhor do que o adversário, mesmo que perca.

Tradução: Não se pode desiludir as hostes.