As contrapartidas eram só a brincar…

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Dizia o Expresso que Álvaro Santos Pereira, ex-ministro da Economia declarou na comissão parlamentar de inquérito à compra de material militar que, enquanto foi ministro (entre 2011 e 2013) terá sido aconselhado a “não mexer no dossiê” das contrapartidas, porque se tratava de um assunto com um “grande passivo reputacional” e descreveu alguns contractos de contrapartidas celebrados por anteriores governos como “contrapartidas imaginárias.”

O modelo das contrapartidas foi desenvolvido para convencer a opinião pública de que a compra de material militar era neutra.

Perante a gravidade de tais declarações o que faz a Procuradoria? E o Tribunal de Contas? Não há ninguém que tire isto a limpo? Já vale tudo, incluindo a corrupção ao mais alto nível do Estado? Depois dos tribunais alemães condenarem cidadãos seus como corruptores dos decisores portugueses, no caso dos submarinos, continua a não haver corrompidos cá deste lado?

 

 

“Alegrai-vos porque já achei a minha ovelha perdida” (Lc 15:6); “Ovelhas perdidas foram o meu povo, esqueceram-se do lugar do seu repouso” (Jr 50:6).

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