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Margaridas amarelas

Maio 23, 2013

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O poeta vai-se esgueirando entre as palavras

mais ásperas

bicudas

cortantes

com a elegância possível

e depois pára um pouco

com a mão no queixo

a escolher as mais lisas e belas

que apanha como quem colhe

margaridas amarelas

em campo verde.

 

 

© Brissos Lino

23/5/13

 

Da necessidade de fabricar heróis

Maio 23, 2013

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As pessoas precisam de heróis. Em especial de heróis que se levantem contra alguém que representa a injustiça, a corrupção ou o mau governo.

É o caso de personagens públicas como Paulo Morais, da associação Transparência e Integridade, ou José Gomes Ferreira, o editor de Economia da SIC. São muitas as vozes que tenho ouvido a defender que dariam óptimos primeiros-ministros. Mas porquê? Não será melhor que continuem o seu trabalho de investigação, jornalismo e denúncia da corrupção e da má governação? Não cumprem assim um papel cívico da maior necessidade e relevância? Privilegiando apenas as ideias, as pessoas esquecem-se do óbvio. É que para governar em regime democrático é necessário ser político. E resta saber se os casos em apreço o são ou viriam a ser.

Mas há uma coisa que me incomoda. É que estes heróis foram alcandorados pelo público a esse posto em oposição a alguém. Como gostamos imenso de tomar partido, de ver o mundo a preto e branco, o nosso método de fabricação de heróis passa sempre pela confrontação com os “maus”. E isso viu-se mais uma vez no recente caso do programa da RTP “Prós e Contras”, entre o jovem Martim e Raquel Varela, tão falado nestes últimos dias, e que deu origem aos maiores dislates e insultos na rede, inclusivamente em comentários a matérias publicadas neste blogue e alusivas ao tema.

Lamento desiludir, mas os grandes heróis não são esses que nascem do confronto. Para mim, os grandes heróis são os que se dão aos outros, muitas vezes no silêncio e na discrição, fora das luzes da ribalta. O missionário voluntarioso que dá a sua vida por um povo estranho, o empresário discreto mas criterioso e com responsabilidade social, que sustenta famílias inteiras com salários justos, o pai ou a mãe que dedicam toda uma vida a um filho deficiente profundo, a avó que cria amorosamente o neto que os pais toxicodependentes não conseguem ou abandonaram.

Tenho um princípio para mim. Pode ser mau feitio, mas nunca acredito em heróis fabricados na televisão. Soa-me demasiado a “sino que tine”, no dizer de S. Paulo, mas que é oco.

E em vez de olharmos o mundo a preto e branco, segundo a tendência infantil de tentar encontrar sempre “heróis” e vilões, melhor seria que soubéssemos reconhecer o positivo e o negativo que há em cada uma das partes. Até porque, no caso em apreço, não terá sido a atitude de nenhuma das partes que provocou a polémica, mas sim o aplauso precipitado, acrítico e populista da assistência presente no programa.

É o que tenho vindo a dizer. Infelizmente estamos maduros para a vinda de um ditador bem falante.

Palavras perdidas (1239)

Maio 23, 2013

“O deputado pode fazer quase tudo. Pode aprovar medidas criminosas, que atiram um país para a miséria. Desdizer todas as suas promessas eleitorais. Mudar radicalmente de convicções quando isso lhe convém. Só não pode dizer aquilo que qualquer um de nós diz no meio de inocentes provocações clubísticas e que só pode ser considerado um insulto por quem pensa que ser “magrebino”, termo correto para pessoas que vivem no norte de África, desvaloriza seja quem for.

Eu, descendente próximo de judeus sefarditas e orgulhoso das evidentes influências árabes no sul de Portugal, alfacinha bairrista e “lagarto” apaixonado, não fiquei nada ofendido. O que me ofende mesmo é o desemprego e o assalto aos reformados. O que me incomoda são deputados que apoiam ministros quando lhes dá jeito e deixam de os apoiar quando têm de ir a votos. O que não respeito é o deputado Abreu Amorim de todos os dias, não é o Carlos em dia de festa. O resto é só bola. Vale zero.”

(Daniel Oliveira, Expresso)

O “herói” Martim, afinal não terá dito toda a verdade (à atenção dos ingénuos, e são muitos…)

Maio 22, 2013

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Carta aberta ao Martim 

Olá Martim! 

Sou mãe de um jovem da tua idade, por isso estou preocupada contigo, preocupada por ver-te dizer disparates em directo e o publico bater palmas, fazendo crer que disseste uma grande coisa, não interpretes o silencio da Drª Raquel com um “ calei a gaja” sabes as tuas palavras foram tão absurdas que não havia qualquer resposta.

Martim és um jovem fisicamente bonito, és inteligente, és criativo., canaliza essas energias para algo positivo, para que daqui a uns tempos possas calar os Doutores, mas não por dizeres disparates….

A respeito da tua empresa e como técnica de contabilidade que sou, gostaria de te dizer que o lucro de uma empresa é tudo o que sobra depois de se subtrair aos proveitos os custos, e os salários estão incluídos nos custos da empresa, para se aumentar o lucro não se baixa ao limite mínimo legal os salários, em qualquer livrinho de contabilidade podes verificar que a produtividade esta directamente relacionada com a satisfação do trabalhador, ( estas coisas foram descobertas há muito tempo) espanta-me que ao decidires ser um jovem empresário não te tenham ensinado isto… dizes que mais vale o salário mínimo que o desemprego, mas isso não é verdade, repara é esse principio que leva a que haja mão de obra infantil, se andasses na escola talvez tivesses ouvido falar nisso, talvez pudesses entender porque motivo houve escravatura durante séculos e séculos…. 

Como mãe que sou e se me permites dou-te um conselho, volta para a escola e quando comprares uma camisola por 25 € pensa que ela custou aproximadamente 5% do salário mínimo ….

Um beijo para ti espero um dia verte à frente de uma empresa onde o lucro não é sustentado pelo salário mínimo.

Ana Paula Antunes

 

Pros-e-Contras
“Afinal o Martim não disse toda a verdade”
http://www.bc-collection.eu/en/distributors.php?lang=en

O jovem Martim, novo herói nacional, encomenda a roupa a um distribuidor desta empresa da Bélgica. Só coloca um transfer com o nome da “marca” e um logótipo feito num PCzito em 10 minutos:
http://www.textilpromocional.com/

Ao contrário do que disse, a fábrica onde é produzida a roupa não é portuguesa. Não paga impostos, ou seja, é apenas uma brincadeira de um miúdo. Não lançou negócio nenhum, nem está a criar emprego ou riqueza.

Et voilá!
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=354116918027820&set=a.271605552945624.52477.129175870521927&type=3&theater

«Eu gostaria de perceber como é que algo assim surge no Prós & Contras e depois corta-se a palavra aos que queriam falar dos jovens desempregados e dos que têm de desistir da faculdade por falta de dinheiro. Rico serviço público.»

«Tem 16 anos e idealizou uma marca de roupa de baixo custo que se tornou num sucesso de vendas.” ahahahah»

Parte da produção da B&C vem da fábrica que desabou em Dhaka (em 2005, não se trata deste acidente mais recente que causou milhares de vítimas).http://blog.pier32.co.uk/2008/03/ethical-brand-profile-b.html
http://www.business-humanrights.org/Categories/Individualcompanies/C/CottonGroup

 

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Parabéns Raquel Varela! O que tem de ser dito, deve ser dito – para 1 pessoa, para uma plateia, na Bilder-Tê-Bê ou no café.
Só assim poderemos diferenciar-nos e fazer andar a Humanidade.

Não é a primeira vez que o Prós&Contras dá voz a empreendedores que não produzem nada e que se aproveitam da visibilidade para rentabilizar os seus negócios. Agora temos o Martim, mas também houve aquela história da página Empregos no Brasil para Estrangeiros, e claro o Miguel “bater punho” Gonçalves.”

Aquelas palmas são juras de obediência do escravo ao seu amo.Há muito caminho a fazer.Um abraço solidário para a Raquel Varela.

 

Investigação: Ana Amaro e Fátima Tomé

 

Fonte: Portugal sem Prozac
http://www.facebook.com/portugalsemprozac

Sarah Vaughan (Em tom suave)

Maio 22, 2013

O magrebino

Maio 22, 2013
APRE.

APRE.

AHBVS lança projecto inovador em Setúbal

Maio 21, 2013
Presidente da Assembleia Geral da AHBVS.

Presidente da Assembleia Geral da AHBVS no uso da palavra.

A presidir ao evento especial da AHBVS, no Convento da Arrábida, no passado dia 11, onde foi designado o novo Comando do Corpo de Bombeiros, e onde foram assinados dois protocolos com a Santa Casa da Misericórdia de Azeitão. Foi ainda assinado um protocolo com a SAPEC, que visa a criação de um centro de treino especializado em fogos e catástrofes em ambiente industrial, para bombeiros e pessoal da protecção civil em geral, um projecto inovador, que pode vir a ser muito importante.

Vista parcial da assistência.

Vista parcial da assistência.

Vista geral.

Vista geral.

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